O Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal de Belo Horizonte (Sind-RedeBH) apresentou ao Ministério Público (MP) denúncias sobre casos suspeitos de Covid-19 em unidades do ensino da capital mineira. Também foi protocolado na Prefeitura ofício pedindo a suspensão das aulas.

De acordo com a entidade sindical, nessa segunda-feira (10), foi feita fiscalização nas escolas e foram localizados casos suspeitos e confirmados de Covid.

A Unidade Municipal de Educação Infantil (Umei) Itamaraty, por exemplo, amanheceu fechada nessa segunda. Em um aviso, a administração informou que era por caso suspeito de Covid-19.

Anderson Rocha, do Sind-Rede, ressalta que os casos ocorrem em meio à greve sanitária decretada por professores para contrapor o retorno presencial das atividades. “A maioria das famílias não está enviando os filhos e os casos de Covid-19 aumentaram”, pontua. 

“Querem a todo custo inventar uma normalidade que não existe. Por isso solicitamos a suspensão das aulas presenciais”, conclui.

Alguns pais de alunos estão apavorados com o surgimento de casos suspeitos de Covid. “Sou pai de um aluno e hoje recebi um áudio revelando alunos e professores com Covid-19. Eu tenho medo de mandar meu filho para a escola e acontecer isso. Não vou deixar jamais meu filho ir à escola para ser contaminado. Onde está a fiscalização? Eu acho um absurdo mandar a criança para ser contaminada”, alega.

A Prefeitura de Belo Horizonte, em nota, informa que a orientação para casos suspeitos de Covid-19 é o afastamento e encaminhamento da pessoa para a unidade de saúde, além do isolamento e apuração do contágio.

A Secretaria Municipal de Saúde, de acordo com a nota, elaborou um protocolo com normas de funcionamento e Nota Técnica específica sobre as medidas de monitoramento dos funcionários e alunos que estiverem em atividades presenciais.

Segundo a Prefeitura, as aulas só são paralisadas se houver surtos, caso contrário são mantidas as medidas de prevenção ao contágio. Ainda de acordo com a nota, as Secretarias Municipais de Saúde e de Educação monitoram rigorosamente a situação das unidades e os profissionais que apresentam sintomas estão sendo encaminhados para testagem e afastados por 14 dias.

Retorno das aulas

As aulas para crianças de 0 a 5 nos retornaram na rede pública no dia 3. Cabe aos pais decidirem sobre o retorno presencial dos filhos. Todos os professores, no entanto, devem se apresentar. A exceção é para profissionais que têm acima de 60 anos, gestantes e pessoas com comorbidades que permanecem em regime remoto.

Protocolos

O retorno às aulas segue protocolos definidos pela Prefeitura. Entre eles, está o tempo máximo de permanência do aluno na escola de quatro horas, uso obrigatório de máscara, dentro e fora das salas de aula, e uso próprio e individual de copos ou garrafas de água tanto para alunos quanto para funcionários. Está previsto também o distanciamento de dois metros entre uma pessoa e outra.

Devem ser instaladas pias para lavagem de mãos na entrada da escola ou outros dispositivos para higienização, como dispensers de álcool em gel. As salas de aula poderão ser para até 12 alunos. Parquinhos são permitidos para crianças de 3 a 8 anos.

Os alunos que não puderem retomar as atividades presenciais devem receber atividades para serem feitas de forma remota. O maior número de dias de aulas presenciais deve ser para os alunos em processo de alfabetização ou com dificuldades de estudos mediados.

Não é permitido nenhum evento na escola que possa causar aglomerações e é recomendado que as aulas e atividades sejam ao ar livre para permitir o distanciamento de dois metros. Também está recomendada a utilização de materiais audiovisuais para evitar manuseio de objetos pelos alunos.   

Fonte: Itatiaia

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