A superlotação está entre os problemas mais graves do sistema penitenciário brasileiro. Um estudo feito pela Comissão da Assembleia Legislativa mostra que em Minas Gerais já são 46.500 presos. E os números não são nada animadores. A previsão é que até 2011 este número praticamente dobre.
Uma cena comum em várias cadeias do país. São pessoas amontoadas pagando pelo erro. Mas o acúmulo de gente deixa as obrigações com a Justiça desumanas. Segundo o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Uberlândia, Egmar Sousa Ferraz, são três vertentes: problema estrutural, ressocialização e família.
Enquanto as obras não terminam, os presos provisórios dividem a penitenciária da cidade com presos condenados.
O subsecretário de Estado de Administração Prisional, Genilson Zeferino, disse que há previsão de melhorias no sistema de Minas Gerais com a construção de três novas unidades: em Pirapora, Itaúna e Rio Piracicaba. Segundo ele, em seis anos foram gastos R$260 milhões no sistema prisional.

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