Faltando menos de um mês para entrar em vigor a punição para motofretistas que não têm licença para exercer a profissão nem colocaram a placa vermelha, apenas cerca de 12,4% da categoria se regularizou. De acordo com a Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans), até ontem, 3.722 profissionais tinham se regularizado em um universo que, segundo o Sindicato dos Trabalhadores Motociclistas e Ciclistas de Minas Gerais, é de aproximadamente 30 mil motofretistas.
As punições começam a valer no próximo dia 2, de acordo com a Resolução 350 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), em vigor desde 2011. Já era para a regra valer desde o último dia 30, mas a categoria pediu adiamento do prazo pela dificuldade de se adequar.
Para o presidente do sindicato da categoria, Rogério Lara Santos, a dificuldade é que as empresas não pagam o curso para os profissionais tirarem a licença. ?É um curso de formação para o trabalho, então é uma obrigação das empresas arcarem com as despesas. Além disso, muitos não são nem liberados do serviço e ficam sem tempo de assistir às aulas?, explicou Santos. Segundo ele, o curso para tirar a licença deve ser feito em autoescola, dura 30 horas e custa cerca de R$ 200.
Curso
Após fazer o curso, é preciso se cadastrar na BHTrans e depois comparecer ao Departamento Nacional de Trânsito (Detran) para fazer a mudança da placa comum para a placa vermelha, cor especial para a profissão de motofretista. Quem não tiver se regularizado tem a moto apreendida e perde sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
O motofretista Henrique Antônio Marques, 32, terá que correr contra o tempo para se regularizar. ?Eu ainda não fiz o curso e agora vou ter que arranjar tempo e um lugar para fazê-lo. Eu mesmo vou ter que arcar com os custos, porque minha empresa não paga?, disse. O dono de uma lanchonete que vende hambúrgueres afirmou que irá pagar o curso para os funcionários. ?Temos que prezar pela segurança deles?, explicou.
Desde o início do ano, a Polícia Militar tem feito blitze educativas para conscientizar os motofretistas sobre a importância do curso.

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