O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) absolveu a executiva de futebol do Grêmio Feminino, Bárbara Fonseca, da acusação de suposta injúria racial ocorrida durante o clássico contra o Internacional pelo Campeonato Brasileiro Feminino, no fim de março. A decisão foi tomada em julgamento realizado nesta sexta-feira (17), por maioria de votos.
A sessão da 3ª Comissão Disciplinar do STJD terminou com três votos favoráveis à absolvição e dois pela condenação da dirigente. O relator do caso, Pedro Gonet, apontou “insuficiência probatória” para justificar uma decisão diferente da absolvição.
Apesar do desfecho no âmbito esportivo, o caso ainda segue na esfera criminal, já que houve indiciamento, e a Procuradoria pode recorrer da decisão no STJD.
Bárbara Fonseca foi indiciada na última quarta-feira (15) com base no artigo 243-G do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, que trata de atos discriminatórios. O Grêmio também foi denunciado no mesmo processo, mas acabou absolvido de forma unânime.
O clube poderia sofrer punições como perda de mando de campo, perda de pontos e multa de até R$ 100 mil. Já a dirigente poderia ser suspensa por até um ano, além de multa no mesmo valor.
O episódio ocorreu no GreNal do Campeonato Brasileiro Feminino, em 28 de março. Um torcedor da organizada Camisa 12, ligada ao Internacional, afirmou ter ouvido a fala atribuída à dirigente: “Macaco, filho da p***”.
Em sua defesa, o Grêmio declarou confiança na versão apresentada por Bárbara Fonseca, afirmando não ter havido ofensa racial.
Após a decisão do STJD, o clube publicou nota oficial reforçando a confiança na dirigente e no funcionamento das instituições de justiça desportiva. O comunicado destacou ainda o compromisso do Grêmio com o combate ao racismo e com a promoção de uma sociedade sem preconceitos.
Bárbara Fonseca já atuou em outros clubes antes de chegar ao Grêmio, com passagens por Cruzeiro e América.
A absolvição de Bárbara Fonseca pelo STJD encerra, por ora, a discussão no âmbito esportivo, mas o caso ainda pode ter desdobramentos na esfera criminal. A decisão dividida dos auditores e a possibilidade de recurso mantêm o episódio em aberto no cenário jurídico.
Com informações do Itatiaia








