O superintendente administrativo da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Padre Roberto, de Divinópolis, José Geraldo Pereira, em entrevista ao portal Divinews, falou sobre o boato de ameaça de paralisação dos médicos da unidade.
José Geraldo explicou que assumiu como superintendente no dia 5 de dezembro e desde então, vem intermediando para que o município de Divinópolis e a Santa Casa de Caridade de Formiga, que gere a unidade de saúde, fizessem os pagamentos devidos tanto a fornecedores como a profissionais da equipe técnica.
De acordo com ele, o que mais preocupa neste momento é o repasse dos médicos. “Para alguns desses profissionais ainda constam duas notas em aberto e a gente tem sensibilizado o governo, buscando através da Secretaria da Fazenda para que esses recursos possam chegar e a Santa Casa efetuar esses pagamentos”.

Foi feito um comunicado no dia 8 de janeiro mostrando ao governo a preocupação no melhor abastecimento de medicamentos e de insumos dentro da UPA e claro, buscando um caminho para que em 2018 possa fazer um planejamento e pagar esses recursos em dia.
José Geraldo disse que existe sim esse boato, pois há uma insatisfação mais do que real e isso é justo.
O superintendente disse também que precisa chamar a atenção do Estado pela sua inércia. “A UPA tem o seu grande papel e temos vários pacientes nos corredores aguardando leitos hospitalares. Esses pacientes chegando aqui têm que ser encaminhados imediatamente para um leito hospitalar. A regulação trabalha dia e noite por esses leitos e o Estado não se posiciona com uma oferta maior ou outra alternativa”.
De acordo com ele, “se tivéssemos uma UPA ideal como é preconizado, com um número ideal de funcionários e outros hospitais dando encaminhamentos nas cirurgias não precisaríamos viver como estamos hoje, pois os pacientes estão sendo medicados e ficando muito tempo aqui dentro e isso tem um custo alto para o município. As autoridades do Estado devem fazer o seu papal e repassar os recursos que são devidos aos municípios para pagarmos esses servidores e ainda atentar para a superlotação e o tempo de espera desses pacientes nos corredores, que deveriam estar sendo medicados em hospitais. Além disto, nossos profissionais estão trabalhando
sem os seus vencimentos. O Estado precisa se levantar a favor da macrorregião-oeste”.
José Geraldo indagou sobre o papel do Estado quanto aos leitos. “Quantos leitos deveriam ser liberados diariamente pela quantidade de pacientes que são atendidos aqui? Eu quero que a partir de agora o Estado se posicione na oferta de leitos. Que a população da UPA possa ser muito bem atendida e encaminhada para leitos hospitalares disponibilizados pelo Estado”, concluiu.
Fonte: DiviNews||








