As 12 notificações de suspeita de dengue em investigação em Estrela do Indaiá têm preocupado as autoridades no município.

Com pouco mais de 3,5 mil habitantes, a cidade é a única do Centro-Oeste de Minas classificada como de alta incidência para o vírus da dengue, segundo o boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) na segunda-feira (29).

O primeiro Levantamento do Índice de Aedes (LIA) de 2018, também apontou um índice de infestação de 6,2, o que indica que o município corre risco de surto da doença.

“Já fizemos dois bloqueios em 2017, então era para a situação ter cessado. Não era para estarmos com esse número alto de notificações”, disse a coordenadora de endemias da Prefeitura, Larisse Silva.

Focos de Aedes aegypti

As amostras do LIA foram colhidas de 8 a 12 deste mês no Centro e nos bairros Rancho Alegre, Conjunto Habitacional Cojan, Coruja e Josefino de Carvalho. Segundo Larisse, 90% dos focos do mosquito Aedes aegypti foi encontrado nas residências.

“A maioria dos focos foi encontrada em lixos, latas descartáveis e plásticos. Estamos trabalhando muito com a população na questão de educação em saúde, de respeitar, inclusive, o horário da coleta de lixo, para que ele não fique esparramado nas ruas”, relatou a coordenadora de endemias.

Na tentativa de reduzir o risco de surto da doença, a Prefeitura de Estrela do Indaiá está programando um mutirão de limpeza com a população e ações de bloqueio da dengue no município. Os trabalhos deverão acontecer até a próxima semana, antes do carnaval.

Conforme a Prefeitura informou, em 2017, Estrela do Indaiá teve 27 casos confirmados de dengue. Este ano, ainda não nenhum caso foi confirmado.

Febre amarela

Além das suspeitas de dengue, Estrela do Indaiá possuía um caso de febre amarela em investigação, segundo boletim divulgado em 17 de janeiro pela SES. Mas a coordenadora de endemias informou que a suspeita foi descartada nessa terça-feira (30).

“Foi feita a coleta de material para a análise e nossos resultados chegaram hoje. O caso está descartado. Recebi um e-mail da Superintendência Regional de Saúde de Divinópolis”, informou Larisse Silva.

Nesta terça-feira, a SES divulgou um novo boletim epidemiológico sobre casos de febre amarela em Minas Gerais. Conforme o relatório, subiu para 36 o número de mortes em decorrência da febre amarela no Estado desde dezembro de 2017. No Centro-Oeste de Minas, por enquanto, apenas um caso foi confirmado: a morte de um homem de 39 anos em Carmo da Mata.

 

Fonte: G1||

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