Quando o primeiro medicamento para tratar pacientes com HIV começou a ser testado há 25 anos, o diagnóstico da doença significava uma sentença de morte. Desde que surgiram os primeiros pacientes da epidemia, em 1981, o AZT era a primeira e única esperança para os infectados. Mas muitos morreram até que o medicamento tornou-se acessível.
No Brasil, a distribuição gratuita começou em 1991, mas, até meados da década de 1990, o tratamento era para poucos. Além disso, o AZT estava longe de ser o remédio perfeito. A dose prescrita era o dobro da atual e provocava efeitos colaterais como anemia e intolerância gastrointestinal e deixava de agir após um ano, em média.
Em 1995, o desenvolvimento dos primeiros inibidores de protease – drogas que agem em um estágio avançado da multiplicação do vírus nas células de defesa – mudou todos os paradigmas de tratamento. Nessa época, o exame de carga viral possibilitou uma avaliação mais acurada da progressão da doença, ajudando a definir o melhor momento de iniciar o tratamento.
No ano seguinte, a lei de acesso universal aos antirretrovirais foi aprovada, alçando o Brasil ao posto de protagonista mundial na luta contra a doença. Segundo a Unaids, braço da ONU para o tema, as mortes decorrentes da doença caíram 18% desde o lançamento dos coquetéis, mas a transmissão está longe de ser interrompida.
No Brasil, a taxa de incidência da doença era de 18,2 por 100 mil habitantes, em 2008, quando 34.480 novos casos surgiram, de acordo com dados do Ministério da Saúde. Atualmente, há cerca de 700 mil pessoas com o vírus, no país, mas menos da metade sabe que é portadora.
Formiga
Testes com medicamento para tratamento da aids completaram 25 anos
- por Últimas Notícias
- 02/04/2010 - 15:28








