Uma agulhada no dedo, algumas gotas de sangue e, em menos de 30 minutos, o resultado sobre a contaminação ou não com o vírus HIV. A procura pelo teste rápido, como é conhecido desde 2005, cresceu 234% nos últimos cinco anos em Minas Gerais.
É importante que a população entenda a necessidade do teste, pois, quanto mais cedo for detectado o vírus, mais rápido começa o tratamento, proporcionando uma melhor qualidade de vida ao portador, destaca Tássia Lotardi Pereira, técnica da Coordenação DST e aids estadual.
Em 2005, cerca de 35 mil pessoas passaram pelo exame no Estado. No ano passado, esse número cresceu para 117 mil. No Brasil, o aumento nesse mesmo período foi de 53% – de 509 mil para 1,9 milhão.
De acordo com Tássia Pereira, o grande crescimento em Minas se justifica pelo aumento no repasse de testes aos municípios e pela maior conscientização da população. Antigamente, eram realizados dois testes para diagnosticar o vírus, mas percebeu-se que não há essa necessidade. Hoje, só passam pelo segundo exame aquelas pessoas que tiveram resultado positivo no primeiro. Com isso, houve economia e mais pessoas passaram a ter esse acesso, explica.
Os testes rápidos são realizados em Centros de Testagem e Aconselhamento, nos quais as pessoas ainda são orientadas sobre as causas e as formas de prevenção contra a aids. Em Minas Gerais, existem 12 desses centros – quatro deles localizados em Belo Horizonte e outros municípios da região metropolitana.
O exame também está disponível em 89 maternidades do Estado – 12 delas na região da capital – para as gestantes que não fizeram o teste no pré-natal. Além disso, as unidades básicas de saúde continuam oferecendo o teste sorológico. Para esse exame, é colhida uma quantidade maior de sangue e o resultado fica pronto em dois dias.
A técnica ressalta que, há alguns anos, as pessoas demoravam a fazer o teste. Com isso, em casos de contaminação, a doença costumar ser identificada em um estágio já avançado. Hoje, não se associa mais a aids à morte. O paciente que inicia o tratamento no tempo certo vai ter qualidade de vida, garante.
Tratamento
Em caso de resultado positivo, o paciente é encaminhado a uma unidade de Serviço de Aconselhamento Especializado. Lá, ele ficará sob os cuidados de um infectologista, mas também receberá o amparo psicológico, social e nutricional, explica Tássia.
Epidemia se estabiliza em Minas Gerais
A epidemia da doença no Brasil passa por um momento de estabilização. Segundo a coordenação de DST e aids estadual, são registrados atualmente de 33 mil a 35 mil novos casos a cada ano no país. De 1980 a junho de 2009, 544.846 pessoas foram infectadas pelo vírus HIV.
Os números mudam bastante de acordo com a região. As estatísticas mostram que, nas grandes cidades, como São Paulo, as ocorrências de casos têm diminuído a cada ano. A incidência caiu de 48,7 a cada 100 mil habitantes em 1997 para 25,7 em relação à mesma porção da população em 2007. Municípios com menos de 50 mil habitantes, porém, registraram aumento de casos.
Em Minas, a epidemia também apresenta estabilidade: cerca de 2.000 contaminações por ano. Em 2008, foram registrados 2.595 novos casos de aids. Já no primeiro semestre de 2009, foram 1.024.
Formiga
Testes de HIV cresceram mais de 230% nos últimos cinco anos
- por Últimas Notícias
- 28/07/2010 - 14:34








