Dados do Ministério da Saúde mostram que 168 mil pessoas foram hospitalizadas no país em 2007 em decorrência de Acidente Vascular Cerebral (AVCs). De acordo com médicos, cerca de 70% dos sobreviventes de AVC apresentam algum prejuízo funcional em relação à sua vida. Além disso, o índice de mortalidade por causa da doença chega a 15%.
Existem dois tipos de derrame cerebral. O isquêmico ocorre quando há um entupimento de vasos que levam sangue ao cérebro, causando lesão e prejuízo no funcionamento da região cerebral. Quando há ruptura de um vaso sanguíneo cerebral, o AVC é caracterizado como hemorrágico. Nesse caso, a lesão cerebral ocorre por um derrame de sangue no interior do cérebro ou no espaço que o rodeia.
Especialistas alertam que os sintomas dependem da região do cérebro que é afetada, mas é bom ficar atento em casos de dores de cabeça, náuseas, tonturas, desequilíbrios, além dos sintomas clássicos (uma parte do corpo paralisada, pés sendo arrastados e dificuldades para falar).
De acordo com uma pesquisa da Universidade de Western Ontaria, publicada no periódico ?Neurology? no ano passado, os acidentes isquêmicos representam 80% do total de casos. Além disso, o estudo revelou que um em casa oito AVCs do tipo isquêmico poderiam ter sido evitados por terem sido precedidos de algum alerta, como dormência ou fraqueza no rosto, no braço ou na perna, e dificuldades na fala. Os pesquisadores acompanharam mais de 16 mil pacientes durante quatro anos.








