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Trump assina ordem executiva que reclassifica maconha nos EUA

Foto: Reprodução/Instagram @realdonaldtrump – Poder 360

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta quinta-feira (18) uma ordem executiva que rebaixa a classificação da maconha de droga de Classe I — mesma categoria da heroína — para Classe III, junto à cetamina. A medida não legaliza a substância, mas busca flexibilizar restrições à pesquisa médica e implementar um programa piloto para reembolso de produtos à base de CBD pelo Medicare.

Segundo o governo, a decisão reconhece o valor medicinal da cannabis e seu menor potencial de dependência em comparação com outras drogas de Classe I. Trump afirmou que a mudança facilitará estudos sobre benefícios e riscos da maconha em tratamentos médicos. “Essa ordem de reclassificação tornará muito mais fácil a realização de pesquisas médicas relacionadas à maconha, permitindo-nos estudar os benefícios, os perigos potenciais e os tratamentos futuros”, declarou no Salão Oval, classificando a medida como “de bom senso”.

Programa piloto e repercussão

O programa piloto do Medicare prevê o reembolso de produtos de CBD, incluindo para pacientes com câncer, ampliando o acesso a terapias à base de canabinoides para idosos e pessoas com dores crônicas ou doenças debilitantes.

Howard Kessler, financista e aliado de Trump, destacou que a iniciativa representa “uma das conquistas mais ousadas na área da saúde em gerações”.

Apesar disso, a medida recebeu críticas de 18 senadores e 26 deputados republicanos, além de grupos conservadores como o CatholicVote. Os opositores alegam que facilitar a indústria da maconha seria incompatível com o incentivo a estilos de vida saudáveis e com o crescimento econômico.

Continuidade de esforços

A ordem assinada por Trump dá sequência a iniciativas iniciadas durante o governo Biden, quando o Departamento de Saúde e Serviços Humanos recomendou a reclassificação da cannabis com base em avaliações científicas sobre seus benefícios medicinais.

O ato acelera o processo regulatório em andamento na DEA (Administração de Repressão às Drogas) e sinaliza um consenso crescente, tanto entre republicanos quanto democratas, sobre a necessidade de flexibilizar restrições federais à cannabis para fins de pesquisa.

Com informações do Metrópoles