Formiga

Último final de semana do verão será marcado por altas temperaturas

O verão se despede na terça-feira (20) com a entrada do outono. A estação chega às 13h15, e prossegue até o dia 21 de junho, no horário de Brasília.

O último final de semana do verão será marcado por altas temperaturas em Formiga e região. Os termômetros dever chegar a 33°C e poderão ocorrer pancadas de chuva à tarde e à noite. A umidade relativa do ar deverá chegar a 43%.

Confira a previsão para Formiga:

Sábado (17): Sol e aumento de nuvens de manhã. Pancadas de chuva à tarde e à noite. Variação: ↓16ºC – ↑32°C.
Domingo (18): Sol e aumento de nuvens de manhã. Pancadas de chuva à tarde e à noite. Variação: ↓16ºC – ↑33°C.
Segunda-feira (19): Sol e aumento de nuvens de manhã. Pancadas de chuva à tarde. À noite o tempo fica aberto. Variação: ↓18ºC – ↑33°C.

Estimativa para o outono

A estação é um período de transição entre o verão, que tem os meses mais quentes e úmidos na maior parte do país, e o inverno, que é a estação de predomínio de tempo seco e passagem de grandes massas polares que podem causar acentuada queda da temperatura em todas as regiões do país.

Normalmente ainda temos calor e chuva no começo do outono, mas do meio até o fim da estação, as condições do tempo vão ficando cada vez mais parecidas com o inverno.

Padrão de chuva

Em abril já se observa uma forte redução da chuva especialmente sobre o Sudeste e do Centro-Oeste do Brasil. Porém, em anos em que o padrão de chuva fica dentro da normalidade, abril e maio são meses de muita chuva na porção norte do Norte e do Nordeste do Brasil .

No Sul do Brasil , em anos normais, as frentes frias do outono podem ser poderosas e passar pela região com intensas tempestades e acentuada queda da temperatura em 24 horas.

Sistemas de tempo

O outono é normalmente a época mais chuvosa do ano na costa leste do Nordeste. Os Distúrbios Ondulatórios de Leste (DOL) trazem chuvas intensas e volumosas. Porém, a ocorrência dos DOL e seu potencial de chuva dependem fortemente da temperatura da água do oceano Atlântico na costa leste do Nordeste.

A atividade da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) sistema que também atua no Brasil no outono depende da temperatura da água do Atlântico, tanto no norte como no leste do Nordeste. A temperatura da água do Pacífico Equatorial na costa do Peru também interfere na produção da chuva.

É durante o outono que surgem as primeiras grandes frentes frias continentais, que provocam chuva em poucos dias. A chuva pode alcançar até porções do norte de Mato Grosso e o Distrito Federal. Algumas destas frentes frias, em geral no fim da estação, conseguem influenciar até o norte da Bahia.

Ciclones extratropicais

Ciclones extratropicais também ficam mais comuns no Brasil durante o outono. Estes sistemas são fortes centros de baixa pressão atmosférica que podem provocar ventos fortes e chuva volumosa durante sua passagem pelo centro-sul do Brasil. A atuação destes ventos fortes sobre o mar gera grandes ondas na costa da Argentina, do Uruguai e do leste do Brasil que podem provocar fortes ressacas e danos na costa.

Massas polares

O ar polar avança com força suficiente para chegar a Rondônia e ao Acre provocando o fenômeno da friagem. Estas grandes e fortes massas polares, especialmente do meio para o fim do outono, podem provocar geada severa no Sul do Brasil. O frio intenso e a geada já podem ocorrer  no Sudeste .

É também no fim do outono que atmosfera já começa a apresentar temperaturas que possibilitam a ocorrência de neve no Sul do Brasil.

Tendência para o outono 2018

As águas da porção centro-leste do oceano Pacífico Equatorial, na costa do Peru, estiveram mais frias do que o normal durante o verão, mas nas últimas semanas desta estação já apresentavam um rápido aquecimento. O outono de 2018 deve transcorrer em condições de neutralidade do Pacífico na costa do Peru: nem La Niña, nem El Niño.

Os eventos de chuva do outono poderão surpreender, tanto pela falta como pelo excesso.

Confira a tendência para o outono 2018 no Brasil elaborada pela Climatempo. A análise é do meteorologista Alexandre Nascimento, um dos especialistas em previsão climática da Climatempo.

 

Fonte: Climatempo/ Portal Terra||