Até 2016, a única esperança para redução dos casos de dengue no Brasil será a conscientização da população no sentido de evitar os criadouros do mosquito Aedes aegypti.
Isso porque o uso da única vacina contra a doença que está sendo desenvolvida no país ainda vai demorar, pelo menos, três anos.
O Instituto Butantan, ligado à Secretaria de Estado de Saúde de São Paulo, aguarda a liberação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para começar, em junho, os testes da vacina em humanos. O procedimento para conseguir a liberação já foi iniciado pelos pesquisadores, mas o processo é longo, segundo informou a assessoria de imprensa do instituto Butantan.
Segundo o professor do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Manoel Otávio da Costa Rocha, o grande desafio para o desenvolvimento da vacina contra dengue é conseguir, em uma única dose, imunizar os quatro tipos de vírus.
Ele ressalta que a principal estratégia ainda será, por muito tempo, o combate aos focos do mosquito. Infelizmente, estamos tendo esse problema neste ano, teremos novamente no ano que vem e assim por diante, porque a conscientização do cidadão não tem alcançado a medida que precisa, alerta.
Em 2013, a Prefeitura da capital recebeu 4.262 pedidos de vistorias em lotes vagos e casas que estavam acumulando sujeira, número cerca de três vezes maior que o registrado em 2012, de 1.378.
Prazo
Se a vacina contra dengue desenvolvida pelo Butantan começar a ser testada em humanos em junho, o prognóstico mais otimista é de que ela esteja no mercado em 2016. Outra pesquisa de um laboratório austríaco também tenta desenvolver a vacina.
Lixo
Somente neste ano, ações da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) retiraram 2.500 pneus e mais de 269 toneladas de lixo de lotes vagos.








