A segunda fase da Campanha Nacional de Vacinação contra a febre aftosa em Minas Gerais tem início nesta segunda-feira (1º). Foi estabelecida a meta de igualar ou superar o índice alcançado no mesmo período do ano passado, que foi de 98,4%.
De acordo com o diretor-geral do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), Altino Rodrigues Neto, a expectativa do governo do Estado é de que 9,53 milhões de bovinos e bubalinos, entre 0 e 24 meses, sejam imunizados contra a doença nas 340 mil propriedades pecuárias existentes em território mineiro.
Assim como outros estados brasileiros, Minas Gerais está empenhado em transformar todo o seu território em área livre da aftosa sem vacinação em um pequeno espaço de tempo. Para isso, o IMA está convocando todo o segmento da agropecuária mineira para participar diretamente dessa etapa de vacinação, que pode significar o começo do fim da batalha de mais de 30 anos contra a aftosa.
No entanto, Altino Rodrigues Neto fala que o foco na erradicação da aftosa deve ser regional e bem harmonizado. A retirada da vacinação exige alguns requisitos: demonstrar através de exames sorológicos a ausência de circulação do vírus da doença nas regiões brasileiras; trocar a estratégia de prevenção por um diagnóstico precoce; capacidade de reação rápida em possíveis emergências; possibilidade de vacinação tática em situações emergenciais e constituir um banco de reserva de antígenos e vacinas quando o programa de vacinação já estiver menor.
Esses requisitos são relevantes, pois ainda existem aqui no Brasil alguns estados em estágios atrasados em relação às condições sanitárias, ou seja, ainda existem regiões com riscos de não conhecerem algo em relação à febre aftosa.
?Desta maneira, o melhor neste momento é continuar com a vacinação do rebanho por pelo menos mais dois anos. Não podemos abrir mão da vacinação enquanto não tivermos absoluta segurança de que não temos mais a circulação do vírus em território brasileiro? , finaliza o diretor-geral.

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