O Vereador Flávio Couto propôs que a Viação Formiga utilize a tribuna do povo para explicar na Câmara, durante a reunião na próxima segunda-feira, a real situação do transporte público no município, para que assim, caso a situação não se regularize, tanto os vereadores, quanto o prefeito, já fiquem cientes que a retirada dos coletivos em Formiga acarretará problemas para a população, uma vez que cerca de 70% da população formiguense depende exclusivamente dos coletivos para se locomoverem.

Entenda o caso:

Como o Portal informou, na terça feira (20), representantes da Viação Formiga, empresa que no município detém a concessão e exploração do transporte público municipal, os vereadores (Flávio Martins, Flávio Couto, Luciano do Gás, Marcelo Fernandes e a assessora do vereador Luís Carlos Tocão, acompanhados do Chefe do Transporte (Daniel), estiveram reunidos para se inteirarem das reivindicações e dados contábeis, apresentados pela Viação Formiga, em busca de reajuste das tarifas hoje vigentes.
Com planilhas bem elaboradas, os representantes da Viação mostraram aos presentes, dados concretos que comprovam o prejuízo que tem sido arcado pela concessionária em razão de fatores diversos como:

1 – Diminuição acentuada do volume de passageiros no último ano, por razões da pandemia;
2 – Aumento de combustíveis e outros insumos indispensáveis à manutenção dos veículos;
3 – Aumento sensível do número de passageiros que se valem da gratuidade;
4 – Não reajuste dos preços há mais de ano;
5 – Concorrência na busca de passageiros por moto-taxis, taxis e veículos particulares (Uber e outros).

Segundo informou o gerente operacional da concessionária, conforme se comprovou, o prejuízo mensal anda na casa do R$ 70 mil e, se seguido o contido no contrato firmado entre as partes, o reajuste necessário e legal, deveria elevar o preço das passagens para algo em torno de R$4,27.
A concessionária, segundo nos informou o vereador Flávio Martins, propôs a nova tarifa ao custo de R$ 4,00, sem que, em caso de não atendimento, a mesma pode até se valer de cláusula contratual, deixando de operar na cidade, devolvendo a concessão.


“Isto seria o caos, sabidamente, o maior volume de passageiros que ocupam os coletivos diariamente, são moradores nos bairros Vila das Formigas, Tino Pereira e Geraldo Veloso. Nesta região, se abrigam populações de menor renda e estes bairros são os mais distantes do centro da cidade. Acho que aquela, população, em especial, como de resto toda a cidade, não pode prescindir deste importante serviço público”, disse o vereador.

O gerente da concessionária deixou aos participantes da reunião a informação de que todos os dados ali referidos, encontram-se à disposição do município para análises de comprovação da justeza da reivindicação e lembrou que a conferência do uso dos veículos, hoje, com as catracas eletrônicas é algo muito fácil de ser verificado.

Segundo o vereador Flávio Couto, deverá ocorrer o mais rápido possível uma reunião entre a Câmara e o chefe do Executivo para que, em consenso, o mesmo envie ao Legislativo um projeto propondo o reajuste para que os vereadores, cumprindo o que determina o Regimento, o analisem, aprovando-o ou não.
No entanto, em razão do que foi apresentado pela concessionária e, conforme a sua disposição de até deixar a concessão, se necessário e de acordo com o contrato em vigor, o mais aconselhável é que se chegue o mais rápido possível a um consenso. Esta é a opinião de quase todos os participantes.

“Não podemos correr, aqui também, o risco do que acontece em outras cidades. O serviço de transporte urbano é essencial e os municípios que resolveram por conta própria explorá-lo, hoje, já pensam de forma diferente. Campo Belo é um deles”, disse um dos participantes.

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