Os trabalhadores da Petrobras decidiram aprovar uma greve nacional a partir da meia-noite da próxima segunda-feira (15). O anúncio foi feito nessa quarta-feira (10), após o fracasso das negociações entre a companhia e a Federação Única dos Petroleiros (FUP), entidade que representa a categoria.
Segundo os trabalhadores, a contraproposta apresentada pela Petrobras para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), entregue na terça-feira (9), foi considerada “insuficiente”. Entre os principais pontos em discussão, está a busca por uma solução negociada para os Planos de Equacionamento de Déficit (PEDs) da Petros, que impactam diretamente a renda de aposentados e pensionistas.
A Petros, fundada em 1970 pela Petrobras, é a Fundação Petrobras de Seguridade Social e administra planos de aposentadoria complementar dos empregados da estatal, sendo o segundo maior fundo de pensão do país.
Além da discussão sobre os PEDs, os trabalhadores também reivindicam aprimoramentos no plano de cargos e salários e garantias de recomposição sem mecanismos de ajuste fiscal. A FUP informou que, com a rejeição da segunda contraproposta, os sindicatos notificarão a empresa sobre a paralisação na sexta-feira.
O coordenador-geral da FUP, Deyvid Bacelar, afirmou que não há razão para submeter a contraproposta às assembleias caso a Petrobras não considere os três eixos aprovados pela categoria. Ele criticou o fato de, após quase três anos de debates, a estatal não ter formalizado uma posição definitiva sobre o fim dos PEDs, nem apresentado uma solução concreta para o problema.
Bacelar também destacou que a Petrobras é uma empresa de indústria intensiva em capital, na qual menos de 7% das despesas totais são atribuídas a custos de pessoal. Segundo ele, é “inadmissível” que, mesmo diante de lucros bilionários gerados pelos trabalhadores, a alta gestão da companhia continue desrespeitando a categoria.
Em nota divulgada na terça-feira (9), a FUP orientou os trabalhadores do Sistema Petrobras a seguirem participando das assembleias, que vêm aprovando de forma massiva o indicativo de greve a partir da próxima segunda-feira. Com a paralisação anunciada, as negociações entre a categoria e a Petrobras seguem em um clima de tensão e expectativa.
Com informações do Metrópoles







