O Reino Unido pode enfrentar uma das maiores ameaças das últimas décadas, segundo autoridades e especialistas em segurança. O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, alertou que a Rússia intensifica sua “campanha secreta” contra a aliança militar. Em entrevista ao jornal The Mirror, o professor Anthony Glees, especialista em segurança e inteligência da Universidade de Buckingham, detalhou como um conflito envolvendo a Rússia e a Otan poderia se desenrolar no país em três etapas.
Glees ressalta que, embora um conflito nuclear ainda seja possível, é mais provável que a guerra siga padrões convencionais, semelhantes aos observados na guerra entre Rússia e Ucrânia.
Etapa 1: Subversão política
Na primeira fase, caso Vladimir Putin saia vitorioso na guerra contra a Ucrânia, ele poderia pressionar membros da Otan, incluindo o Reino Unido, para enfraquecer suas estruturas políticas. Segundo Glees, Putin já estaria tentando “subverter o sistema democrático e dar poder político àqueles que o apoiam”, utilizando táticas de intimidação e manipulação. O professor afirma que “suas habilidades são as da comunidade de inteligência soviética, e o objetivo deles sempre foi fazer ameaças, subverter e enfraquecer seus potenciais inimigos”.
Etapa 2: Confronto convencional e escassez
Na segunda fase, a guerra poderia evoluir para um “confronto de desgaste” com armas convencionais. Glees prevê que um ataque russo em larga escala afetaria a infraestrutura do Reino Unido, provocando escassez de alimentos, combustíveis e interrupções nos serviços essenciais. Medidas como racionamento, toque de recolher e recrutamento militar obrigatório, inclusive para mulheres, seriam necessárias. “Gasolina e diesel seriam praticamente inacessíveis para as pessoas comuns. Os medicamentos seriam rapidamente submetidos a um racionamento severo e logo desapareceriam por completo”, alertou o especialista.
Etapa 3: Governo subserviente e controle russo
Na terceira fase, o Reino Unido poderia ter um governo subserviente à Rússia, tornando-se quase uma colônia do país. A Família Real buscaria refúgio em países exteriores, como o Canadá. Segundo Glees, “o idioma russo seria ensinado em nossas escolas, colaboradores russos ou pró-russos comandariam nossas instituições públicas. A Família Real iria para o Canadá e os líderes da resistência tentariam angariar seguidores a partir de bases secretas no País de Gales e na Escócia”.
O especialista conclui que, embora o risco de um confronto global ainda pareça distante, os cidadãos britânicos devem se preparar para cenários de guerra sem precedentes, que poderiam alterar radicalmente a vida no país.
Com informações do Portal R7








