A China anunciou a adoção de medidas de salvaguarda para a carne bovina importada entre 1º de janeiro de 2026 e 31 de dezembro de 2028. A decisão foi divulgada nesta quarta-feira (31) pelo Ministério do Comércio chinês e afeta exportadores de diversos países, incluindo o Brasil.
A medida é resultado da conclusão de uma investigação de salvaguarda sobre a carne bovina importada, iniciada em 27 de dezembro de 2024. Segundo o ministério, as salvaguardas serão aplicadas por meio de cotas tarifárias específicas para cada país. As importações que ultrapassarem os volumes estabelecidos estarão sujeitas a uma tarifa adicional de 55%.
O período de vigência das medidas será de três anos, com previsão de flexibilização gradual em intervalos fixos ao longo da implementação. O ministério informou ainda que, para produtos originários de países ou regiões em desenvolvimento, as salvaguardas não serão aplicadas caso a participação das importações de um país ou região não ultrapasse 3%, desde que o total das importações desses países e regiões não exceda 9%.
No entanto, o Ministério do Comércio chinês ressaltou que, caso essas condições deixem de ser atendidas, as medidas de salvaguarda passarão a ser aplicadas a esses países ou regiões a partir do ano seguinte. A decisão reforça o controle da China sobre o volume de carne bovina importada e estabelece novas regras para o comércio internacional do produto no período entre 2026 e 2028.
Com informações do Metrópoles








