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Tensões sobre a Groenlândia marcam chegada de Trump ao Fórum de Davos

Foto: Reprodução/Instagram @realdonaldtrump – Poder 360

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou à cidade de Davos, na Suíça, onde participa do Fórum Econômico Mundial nesta quarta-feira (21). A presença do líder norte-americano ocorre em um momento de forte tensão diplomática com a União Europeia, motivada por declarações e ameaças relacionadas à Groenlândia.

O discurso de Trump no Fórum Econômico Mundial está previsto para as 10h30, no horário de Brasília. A chegada do presidente a Davos ocorreu com atraso, em razão de uma pane elétrica no avião presidencial Air Force One.

A crise entre os Estados Unidos e países europeus se intensificou após Trump ameaçar impor taxas a oito países da Europa — Dinamarca, Finlândia, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Holanda e Reino Unido — como forma de pressionar o bloco a aceitar os interesses norte-americanos sobre a Groenlândia. O território é autônomo, pertence ao Reino da Dinamarca e integra a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), assim como os Estados Unidos.

O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, afirmou que a ilha não será governada pelos Estados Unidos e reforçou que o território faz parte da Dinamarca. Na terça-feira (20), Nielsen declarou que a população local deve se preparar para uma possível invasão norte-americana. Em resposta às ameaças, países europeus membros da Otan enviaram militares para a Groenlândia. A União Europeia também realizou uma reunião de emergência e passou a preparar uma retaliação bilionária contra os Estados Unidos.

Além das tensões envolvendo a Groenlândia, o Fórum Econômico Mundial pode ser marcado por um embate político entre Donald Trump e o presidente da França, Emmanuel Macron. Na terça-feira, Trump revelou publicamente uma conversa privada entre ambos, na qual Macron afirmava não compreender a postura dos Estados Unidos em relação à Groenlândia. Em discurso no Fórum, o presidente francês defendeu a soberania dos países europeus e o multilateralismo, em uma fala interpretada como crítica à política externa norte-americana. Macron afirmou que não é momento para imperialismos ou colonialismos e que a União Europeia não deve se submeter à “lei do mais forte”.

Com informações do Metrópoles