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Corpo de corretora mineira é encontrado em Goiás e síndico e filho são presos

Foto: Polícia Civil de Goiás/Divulgação

O corpo da corretora mineira Daiane Alves Souza, de 50 anos, foi encontrado na madrugada desta quarta-feira (28) em uma região de mata no município de Caldas Novas, em Goiás. A vítima estava desaparecida desde o dia 17 de dezembro de 2025. Durante a operação, a Polícia Civil de Goiás (PCGO) prendeu o síndico do prédio onde Daiane morava e o filho dele, ambos suspeitos de envolvimento no crime.

De acordo com as primeiras informações divulgadas pela PCGO, os restos mortais da corretora foram localizados em estado de ossada. Em depoimento preliminar à polícia, o síndico, de 50 anos, teria confessado ter agido sozinho e relatado que discutiu com Daiane no subsolo do edifício no dia em que ela desapareceu. Além das prisões, o porteiro do condomínio foi conduzido à delegacia para prestar esclarecimentos.

Foto: Redes Sociais

Daiane foi vista pela última vez por volta das 18h57 do dia 17 de dezembro. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que ela entrou no elevador do prédio enquanto filmava a situação com o próprio celular. Segundo familiares, o apartamento da corretora estava sem energia elétrica, o que a levou a descer até o subsolo para verificar o quadro de força.

As gravações mostram que a vítima chegou a ir até a portaria, conversou com o recepcionista e, em seguida, retornou ao elevador para descer ao subsolo. A partir desse ponto, as câmeras não registraram mais o seu paradeiro. O carro de Daiane permanecia em Uberlândia, sua cidade natal, e não houve registros de que ela tenha deixado o prédio por qualquer uma das saídas monitoradas.

A investigação também aponta que a relação entre Daiane e o síndico era marcada por conflitos judiciais. O Ministério Público de Goiás (MPGO) já havia denunciado o síndico por perseguição contra a corretora, detalhando que, desde janeiro de 2024, ele monitorava sua rotina, sabotava serviços essenciais como água e energia elétrica e restringia sua liberdade de locomoção. O desentendimento teria se intensificado após divergências sobre locações de apartamentos administrados pela vítima no condomínio, culminando, em fevereiro de 2025, em um registro de agressão física.

Antes da confirmação das prisões, a defesa do síndico divulgou nota afirmando que ele não era investigado no inquérito do desaparecimento e que sempre colaborou com as autoridades, alegando ainda que os conflitos eram tratados judicialmente e que as acusações de perseguição se baseavam apenas em relatos da vítima. A Polícia Civil de Goiás informou que realizará uma coletiva de imprensa ainda nesta quarta-feira para apresentar detalhes técnicos sobre a localização do corpo e as evidências que embasaram as prisões preventivas do síndico e de seu filho.

Com informações do Hoje em Dia