Estadual

Venda ilegal de canetas emagrecedoras pela internet é investigada em Minas Gerais

Foto: PCMG

O aumento do uso de canetas emagrecedoras para tratamento da obesidade e do diabetes tem impulsionado também o comércio ilegal desses medicamentos. Em Minas Gerais, a Polícia Civil investiga um esquema de venda clandestina pela internet, sem autorização legal ou controle sanitário.

A apuração aponta que um grupo comercializava canetas emagrecedoras, além de anabolizantes e medicamentos manipulados, por meio das redes sociais. Um homem foi preso em flagrante em Belo Horizonte, outro suspeito foi identificado e uma mulher também é investigada. Segundo a polícia, os produtos eram obtidos por meio de compras fraudulentas em drogarias, inclusive no interior do estado, e revendidos online a preços significativamente inferiores aos de mercado.

De acordo com a delegada Andrea Pochmann, titular da 1ª Delegacia de Polícia Civil, a operação Dose Clandestina está em andamento há mais de seis meses. As investigações começaram após a prisão de um suspeito no bairro Sagrada Família, flagrado transportando 23 canetas emagrecedoras, o que levou à identificação de outros possíveis envolvidos e crimes relacionados.

Paralelamente, especialistas alertam que o uso desses medicamentos deve ocorrer apenas com indicação médica. Substâncias como tirzepatida (Mounjaro) e semaglutida (Ozempic e Wegovy) passaram a ter regras mais rígidas, com venda permitida somente mediante prescrição médica em duas vias e exclusivamente em farmácias regulamentadas, conforme determinação da Anvisa.

A gerente técnica da Drogaria Araujo, Isabel Dias, ressalta que a compra fora do ambiente regulado oferece riscos elevados, já que os medicamentos exigem refrigeração constante entre 2°C e 8°C. A exposição inadequada pode comprometer a eficácia e a segurança do produto.

A Polícia Civil reforça que a venda irregular de canetas emagrecedoras representa risco à saúde pública. A legislação exige prescrição válida por 90 dias, retenção de uma via pela farmácia e registro das movimentações no Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados, medidas consideradas essenciais para garantir a segurança dos pacientes.

Com informações do Hoje em Dia