De vez em quando, a gente vê uma luz no fim do túnel. Não é muito comum vermos publicidade honesta na televisão, mas vi uma que me agradou hoje, na TV aberta, se não me engano: “Leia para uma criança, isso muda o mundo.” Pois então, não é verdade?
Numa outra crônica para o Dia da Criança, eu conclamava pais, avós, tios, padrinhos e madrinhas a darem livros de presente para suas crianças, além do brinquedo, e que lessem para aquelas que ainda não sabem ler, pois é só assim, colocando os livros nas mãos e diante dos olhos das crianças desde a mais tenra idade, que podemos ajudar a incutir o gosto pela leitura.
Então vejo essa propaganda na televisão e não posso deixar de falar sobre ela. Ler para as nossas crianças pode mudar o mundo, sim, pois, se elas crescerem com livros à sua volta, sob os seus olhos, será muito mais fácil para elas estudarem. E, se forem bons estudantes, terão melhor qualificação para o mercado de trabalho e, consequentemente, um padrão de vida melhor.
Se tivermos, no futuro, mais pessoas esclarecidas, com boa educação, nossos governantes, empresários etc. serão melhores do que os que temos hoje, o que pode significar que teremos países melhores, políticos melhores — quem sabe — um mundo melhor.
De maneira que aproveito para convidar a todos que passem a ler mais para suas crianças. Pode ser fábula, daquelas que conhecemos há várias gerações; pode ser quadrinhos; pode ser a nossa boa literatura infantojuvenil. Mas leiam, leiam muito, leiam sempre. Isso aproxima a família e melhora o desenvolvimento da criança.
Fiz isso com minhas meninas, minha filha está fazendo o mesmo com meus netos, e sei que funciona. Meus netos moram em Lisboa e têm dois e seis anos. Nós lemos para eles pelo WhatsApp, em chamadas de vídeo, e eles gostam muito. Quando estamos lá em Portugal com eles, o Ian, de dois anos, traz livros para a gente ler com ele — vários, um atrás do outro. É uma beleza. O Rio já está lendo, então agora a gente pede para ele ler para nós.
Ter o hábito da leitura é descobrir o mundo. Se soubermos ler bons livros, saberemos ler o mundo. E, como já disse Affonso Romano de Sant’Anna, saber ler o mundo é primordial para cada um de nós e para o resto do mundo.
Fonte: Luiz Carlos Amorim







