Política

Defesa de Lulinha diz receber “com tranquilidade” quebra de sigilos bancário e fiscal

Foto: Lula Marques/Agência Brasil

A defesa do empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, afirmou nesta semana que recebeu “com tranquilidade” a decisão que autorizou a quebra de seus sigilos bancário e fiscal, tanto no âmbito da CPMI do INSS quanto no inquérito que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF). A medida foi determinada pelo ministro André Mendonça antes da votação tumultuada na comissão do Congresso.

Em nota, o advogado Guilherme Suguimori reforçou que Lulinha “não teve nenhuma participação nas fraudes do INSS e não cometeu nenhum crime”. Segundo a defesa, o empresário se colocou desde o início à disposição do STF para prestar esclarecimentos e fornecer documentos, considerando que o envio das informações é uma “etapa inevitável” para esclarecer fatos, afastar suspeitas e evitar a politização do caso.

O advogado informou que protocolou petição no STF solicitando acesso à decisão que autorizou a quebra de sigilos e reiterou que pretende entregar os documentos considerados pertinentes. Para a defesa, a medida seria “dispensável”, já que Lulinha demonstrou interesse em colaborar com as investigações.

O nome do empresário entrou na mira das apurações após a Polícia Federal (PF) identificar movimentações financeiras que poderiam indicar o recebimento de valores mensais supostamente ligados ao esquema de fraudes contra aposentados. Esses elementos fundamentaram o pedido de quebra de sigilos no inquérito relatado por Mendonça no STF.

Paralelamente, a CPMI do INSS aprovou a quebra de sigilos de Lulinha em uma sessão marcada por tumulto, com confrontos entre parlamentares da base e da oposição, troca de acusações e agressões físicas. Após a votação simbólica, governistas questionaram a condução da sessão e recorreram à Presidência do Congresso, alegando irregularidades no anúncio do resultado.

A defesa, no entanto, afirma confiar no esclarecimento dos fatos tanto na comissão parlamentar quanto no STF, ressaltando que a análise dos dados bancários e fiscais deve reforçar a tese de ausência de envolvimento de Lulinha nas supostas irregularidades.

Em declarações anteriores, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que todos os envolvidos no esquema de fraudes no INSS devem ser investigados, independentemente de vínculos pessoais, ressaltando que “ninguém ficará livre” e que, caso um filho seu esteja envolvido, também deverá ser alvo de apuração séria e sem politização.

Com informações do O Tempo