Embora ainda faltem o registro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o reconhecimento de 490 mil assinaturas – etapas exigidas para a criação de uma sigla partidária -, o PSD já é considerado partido de fato por seus fundadores, que assinaram nesta sexta-feira (2), em São Paulo, as primeiras fichas de filiação e anunciaram ser a terceira maior força política do país. O raciocínio considera o tamanho da bancada da Câmara dos Deputados: 44 parlamentares exercendo o cargo e quatro ocupando secretarias estaduais, segundo o prefeito de São Paulo e presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab.
Atualmente o PSDB é a terceira maior bancada da Câmara, com 53 deputados, atrás de PT (86) e PMDB (80). Ou seja, para superar os tucanos, Kassab teria de atrair parlamentares do PSDB para seu novo partido.
Ontem, após assinar a própria ficha de filiação e celebrar o nascimento do PSD, Kassab mostrou otimismo. Nós temos a expectativa de que, nos próximos dias, tenhamos a adesão de alguns outros deputados federais, podendo, portanto, ultrapassar 50 (parlamentares), disse.
Primeiro a assinar a ficha de filiação ao PSD, o vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif Domingos, disse que o partido mexeu com as placas tectônicas da política brasileira.
Reação
Em Brasília, o líder do DEM na Câmara, Antônio Carlos Magalhães Neto, e Demóstenes Torres, líder do DEM no Senado, lembraram os questionamentos na Justiça Eleitoral contra o registro e as denúncias de fraude e irregularidades nas coletas de assinaturas pelos Estados. O PSD está buscando é o juízo final, quando os mortos ressuscitarão para dar o aval a suas assinaturas, ironizou Torres. Segundo ele, o PSD ainda está devendo 300 mil assinaturas.
O deputado ACM Neto acusou Kassab de criar um factoide ao comemorar o registro do PSD em dez Estados. Ele quer criar um fato consumado aproveitando-se do desconhecimento de parte das pessoas, criticou o deputado.








