O papa Bento XVI reconheceu, em 28 de junho passado, em Roma, na Itália, um milagre atribuído a Nhá Chica (1808-1895). Uma das prerrogativas da Santa Sé para tornar um beato venerável é o reconhecimento de um milagre, que é analisado por médicos, cardeais e, por último, pelo papa.
O milagre em questão aconteceu com a professora de Caxambu Ana Lúcia Meirelles Leite, que descobriu, em 1995, que tinha um grave problema congênito no coração – como coincidências não existem, o anúncio da Santa Sé aconteceu no dia do aniversário de 67 anos da educadora.
Devota da religiosa, antes de ser operada, Ana Lúcia se curou sozinha.
Francisca de Paula de Jesus, Nhá Chica, a serva de Deus, nasceu em 1808 em Rio das Mortes, São João Del Rei, Minas Gerais. Ela era filha de mãe negra e escrava e supostamente de um senhor branco. Em 1816, com apenas 8 anos de idade, mudou-se para Baependi, no Sul de Minas, acompanhada da mãe, Isabel Maria, e do irmão, Teotônio Pereira do Amaral, morando, assim, os três em uma simples e pequenina casinha.
Nhá Chica tinha 10 anos quando sua mãe faleceu (1818), e o irmão Teotônio tinha 12 anos. Abandonados, Nhá Chica recorreu a Nossa Senhora da Conceição, que ela chamava carinhosamente de minha senhora.
Analfabeta, Nhá Chica contava com a ajuda das pessoas que liam para ela as escrituras sagradas. Conseguiu, com muito esforço, construir uma igreja para homenagear Nossa Senhora da Conceição. Cuidava das coisas de Deus com muita dedicação e ajudava os pobres fazendo caridade. Gente da mais alta hierarquia do reino viajava até Baependi para pedir orações a Nhá Chica.
Dizem que ela era clarividente e que, em certa ocasião, levitou para apanhar laranjas para um grupo de crianças, que se assustaram com o fenômeno.
Formiga
História do milagre atribuído a Nhá Chica, a serva do Senhor
- por Últimas Notícias
- 24/07/2012 - 14:45








