Formiga

Risco de deslizamento obriga retirada de 200 famílias em Muriaé

A Defesa Civil de Minas divulgou um balanço na manhã deste domingo (28), sobre a ajuda que tem sido prestada a Muriaé, cidade fortemente atingida pela chuva na Zona da Mata mineira. Duzentas famílias foram retiradas de suas casas no bairro Aeroporto por que há risco de deslizamento de terra na área. Ruas próximas ao desabamento ocorrido na sexta-feira à noite, quando morreram duas pessoas, foram interditadas. As famílias foram conduzidas para abrigos ou estão em casas de parentes.
Durante a manhã, três equipes compostas por bombeiros, assistentes sociais e engenheiros da prefeitura, percorreram áreas de risco na cidade. Uma equipe concentrou seu trabalho no bairro Aeroporto, um dos mais atingidos e outras duas equipes atendem chamados recebidos pelo Posto de Comando, formado pelo Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Prefeitura Municipal e Defesa Civil municipal e estadual.
Um caminhão com rolos de lona, colchonetes e cobertores enviado pela Defesa Civil Estadual chegou à Muriaé neste domingo. Este material e as cestas básicas já armazenadas pela Defesa Civil municipal serão distribuídos para as famílias que tiveram que deixar suas casas por causa do risco de inundações e desabamentos.
O comandante do 2º Pelotão do Corpo de Bombeiros de Muriaé, tenente Patrick Tavares Gomes, disse que o monitoramento do volume de água dos rios Muriaé e Preto, que cortam a cidade, é fator de análise para tomada de decisões. ?De ontem à noite para hoje de manhã, o nível do rio Muriaé baixou 40 cm, mas a tendência do rio Preto é subir?, informou o militar.

Juiz de Fora
As chuvas que atingiram Minas nos últimos dias têm contribuído para aumentar o risco de inundações em algumas regiões. Mas no município de Juiz de Fora, também na Zona da Mata, onde se localizam as usinas de Marmelos, Joasal e Paciência, não deve ocorrer problemas. De acordo com a Cemig, as usinas não têm capacidade de regularização e, portanto, não influenciam no quadro de eventual inundação decorrente da intensidade das chuvas. Isto porque as usinas são do tipo fio-dágua, onde o volume de água que entra é o mesmo que sai.

(com informações da Agência Minas)