Minas Gerais tem hoje, na administração pública, 4.453 cargos comissionados, ou seja, funcionários que são contratados sem concurso público e recrutados por terem a confiança dos gestores. O dado deixa o Estado em uma situação confortável quando comparado com o de outras unidades da Federação.
O Estado é o sétimo do país em números absolutos. Goiás é o campeão de contratação de comissionados. São 10.175 posições sem concurso público, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No Sudeste, Minas ocupa a terceira posição, atrás do Rio de Janeiro (8.781) e de São Paulo (7.747). O Espírito Santo tem 3.248 cargos de confiança em sua administração estadual.
Quando a comparação se dá em torno do percentual de comissionados dentro do universo de servidores, Roraima assume a liderança disparada. Dos 16.979 servidores estaduais, 4.400 – ou 25,91% – ocupam cargos de confiança. Em Minas, os 4.453 cargos representam um percentual de 1,3% diante dos 332.305 servidores. O Estado é o 23° no ranking percentual.
No Brasil, as administrações dos 26 Estados mais a do Distrito Federal têm, juntas, cerca de 105 mil funcionários comissionados. Mais do que contratações baseadas na competência técnica, o que se percebe em diversos setores é o recrutamento que tem como origem o critério político.Vira uma troca de favores entre os que foram eleitos e os que ajudaram os governantes e gestores a se eleger, afirma o cientista político e sociólogo Rudá Ricci.
O cientista, entretanto, afirma que não se pode marginalizar todas as contratações em regime de comissão. Há os casos em que isso se torna importante, que é quando aquele profissional se identifica com os valores do governo em questão. Mas esse quadro tem que estar preparado, alerta.
O governador Antonio Anastasia afirma que Minas utiliza critérios técnicos para contratar servidores comissionados. Entre as ferramentas e ações adotadas, podemos ressaltar a iniciativa da certificação ocupacional para preenchimento de alguns cargos comissionados com base no perfil de competências, explica. O governo mineiro também tem servidores concursados, que, por ocupar postos de confiança, também são comissionados.








