A cada 15,3 segundos um consumidor brasileiro é vítima da fraude conhecida como roubo de identidade, que é o uso de dados pessoais sem autorização e com alguma intenção ilícita, como conseguir um financiamento que não vai ser honrado ou fazer uma compra que não será paga.
O dado é do Indicador Serasa Experian de Tentativas de Fraude referente ao primeiro trimestre deste ano e mostra alta de 5,1% nesse tipo de tentativa de crime em relação ao mesmo período do ano passado.
No período, foram 507 mil tentativas de golpe. Não significa que eles foram concretizados, mas significa que tem alguém tentando fazer negócio com o nome do consumidor e esse alguém não é ele, diz o economista da Serasa Experian, Luiz Rabi.
Ele explica que o indicador é formado com base nas consultas que a Serasa recebe. Se a loja consulta um CPF e constam 15 endereços, oito telefones isso é um sinal claro de inconsistência e indica uma tentativa de fraude, exemplifica. Documentos que têm registro de perda ou roubo também levantam suspeitas.
Rabi afirma que nem todas as fraudes acontecem quando os criminosos têm o documento da vítima em mãos. Os dados podem ser obtidos por meio de cadastros que as pessoas fazem em sites pouco confiáveis, por exemplo. Com os dados em mãos, os criminosos podem abrir contas, fazer compras, pedir financiamento e aplicar outro golpes.
Entre as principais tentativas de golpe apontadas pelo indicador estão emissão de cartões de crédito com identificação falsa ou roubada, financiamento de eletrônicos com identificação falsa ou roubada, compra de celulares com documentos falsos ou roubados, abertura de conta e uso de cheques e cartões com identificação falsa ou roubada, compra de automóveis e abertura de empresas com dados roubados.
Por isso, ele recomenda que o consumidor só passe seus dados para empresas nas quais ele confia, fique atento a promoções e ofertas que parecem espetaculares, mas podem esconder riscos, e sempre que perder ou tiver documentos roubados, registre o fato por meio de boletim de ocorrência.
O economista diz que, na maior parte dos casos, as pessoas só descobrem que seus dados foram usados em um golpe quando recebem a cobrança daquilo que não compraram. Para ajudar na prevenção, a Serasa tem o me proteja, que avisa ao consumidor quem e quando está consultando seu CPF ou outros dados. O serviço custa a partir de R$ 19,90 por mês.








