Um homem matou a tiros uma moradora de rua depois que ela pediu R$ 1 a ele no Centro de Niterói, na Região Metropolitana do Rio, no fim da madrugada de sábado (16). Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que Zilda Henrique dos Santos Leandro, de 31 anos, conhecida como Néia, foi baleada.
Segundo a irmã de Néia, ela pediu R$1 para comprar pão. Nas imagens, ela aparece falando e gesticulando, até que vai em direção a um homem que passa pelo local. Ele tenta desviar, mas Néia o acompanha.
Em seguida, o homem saca a arma e dispara, pelo menos, duas vezes em direção à mulher. Depois disso, ele sai andando com a arma na mão enquanto a vítima fica caída no meio da rua.
O homem foi identificado como Aderbal Ramos de Castro e está preso na Delegacia de Homicídios de Niterói. Ele disse para a sua advogada de defesa que reagiu a uma tentativa de assalto.
“Ele é dono de uma lanchonete que fica ali perto e estava a caminho do trabalho quando o fato aconteceu. Já foi assaltado outras vezes naquela região e por isso reagiu”, explicou a advogada Daniela Lopes, responsável pela defesa do preso. Segundo ela, Aderbal tem porte de arma e essa documentação já estaria em posse da polícia.
Uma testemunha que viu o crime tenta socorrer a vítima e acena para um carro que passa, mas ninguém para. O crime aconteceu na Rua Barão de Amazonas, no Centro do município.
Segundo a Polícia Militar, a vítima era conhecida como Néia e estava pedindo R$ 1 ao homem que atirou contra ela. Depois de ser baleada, ela ainda chegou a ser socorrida pelos bombeiros para o Hospital Estadual Azevedo Lima, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.
Hipótese de legítima defesa é ‘fantasiosa’
De acordo com o delegado Bruno Reis, que investiga o caso, Aderbal alegou que reagiu a uma tentativa de assalto, mas a polícia não acredita nessa possibilidade. “Pelo menos até agora, a hipótese alegada de legítima defesa é fantasiosa. No depoimento, ele disse que não sabia nem se a vítima era homem ou mulher. Apenas que se assustou por achar que seria assaltado e atirou”.
Ainda segundo Reis, Aderbal possui posse, mas não porte de armas. E, em função disso, não poderia estar armado na rua já que a posse de arma autoriza apenas ter arma em casa ou em local de trabalho.
“Ele confirmou que mantinha aquela arma em casa, mas que, naquele dia, decidiu levá-la ao trabalho porque tinha medo de ser assaltado no caminho”, explicou o delegado.
A polícia ainda destacou que Aderbal não era segurança de ruas do Centro de Niterói, como acredita a irmã da vítima, mas dono de um comércio na região.
A polícia chegou a Aderbal por meio da utilização das câmeras do circuito de segurança da Prefeitura de Niterói. Ele não possui antecedentes criminais.
Fonte: G1 ||








