Minas Gerais perde milhões de reais anuais por não conseguir processar e adicionar valor agregado às garrafas PET (de plástico) usadas. Cerca de 80% da matéria-prima recolhida no estado abastece indústrias em São Paulo, Rio de Janeiro e mercados no Sul do país, onde o produto mineiro é lavado, moído e transformado em uma resina que abastece a indústria têxtil, de refrigerantes, serve como base para fabricação de piscinas a cabines de caminhões, além de ser um elemento importante da indústria química. O motivo para exportação da matéria-prima é que as empresas instaladas em Minas são de pequeno porte e não absorvem a demanda do mercado, que no ano passado faturou, em todo o país, R$ 1,1 bilhão, segundo dados do censo divulgado ontem pela Associação Brasileira da Indústria do PET (Abipet).
Em Minas, a quantidade de PET recolhida das ruas tem potencial para dobrar de tamanho. Estima-se que, somente na Região Metropolitana de Belo Horizonte, sejam recolhidas por mês mais de mil toneladas do produto, mas só 20% ficam no mercado interno Compramos todo PET que encontramos no mercado e enviamos para usinas de moagem, com alta tecnologia, no Rio de Janeiro e no Rio Grande Sul, comenta Mara Fróis, diretora da Green Pet, em Vespasiano, indústria especializada na triagem e prensa do material. Segundo a empresária, que recolhe cerca de 350 toneladas/mês de PET, uma usina de médio porte que tivesse capacidade de absorver 600 toneladas mensais do produto seria capaz de criar 150 empregos diretos. Se a capacidade saltasse para 2 mil toneladas, o número de funcionários seria de pelo menos 450.
Formiga
Minas perde milhões de reais, pela não reciclagem de garrafas pet
- por Últimas Notícias
- 18/11/2009 - 11:42








