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Mineiros ignoram preservativos e casos de aids disparam no Estado

Em Minas Gerais, mais de 40 mil casos de HIV foram confirmados na última década, sendo que, desde 2010, não há redução dos registros. Especialistas alertam para a principal forma de proliferação da doença: o sexo sem proteção.

Neste domingo (1º) é o Dia Mundial de Combate à Aids, síndrome desencadeada pelo vírus e que afeta o sistema imunológico.

No Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) que, além de diagnóstico rápido, oferece atendimento e orientação a portadores da infecção, a maioria dos relatos têm situações de descuido.

Caso de um professor, de 41 anos. Ele explica que, durante processo de aceitação da própria homossexualidade, viveu “aventuras perigosas” com muitos parceiros e acabou contraindo o vírus.

Abandonado pelo parceiro e após encarar a depressão, aprendeu a lidar com a situação. Agora, mantém a saúde estável com o uso de medicamentos.

Tratamento

O surgimento de novos medicamentos e o acesso ao acompanhamento especializado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) têm elevado a qualidade de vida de muitos soropositivos, mas nem sempre foi assim. Funcionário público de 57 anos, relembra ter passado por momentos de desespero ao descobrir que contraiu o HIV, há 30 anos.

“O exame demorava seis meses para sair. Quando soube, pensei imediatamente que iria morrer em pouco tempo. Tive sarcomas (tipo de tumor) por todo corpo e, tomando o coquetel, ainda precisei fazer quimioterapia”, relembra. 

Atualmente, sabe que, além do comprimido diário, precisa tomar cuidado para manter a saúde estável. “A medicação exige outros controles porque altera a glicose e o colesterol. É um tipo de veneno que te salva. Se você sair da linha, vai para o buraco”.

Sífilis

Além do HIV, a Sífilis adquirida – ou seja, contraída por relação sexual ou transfusão de sangue – cresceu na última década em Minas. Foram nada menos do que 47 mil registros, de 2008 a 2018. Apenas no último ano, 14.847 casos foram confirmados, aumento de mais de 3 mil registros em relação a 2017.

Da mesma forma, a Sífilis em gestantes e a congênita – transmitida da mãe para o feto por meio da placenta – também aumentou. A Hepatite C engrossa os números no mesmo período. Em 2008, eram apenas 768 casos contabilizados em Minas. Já em 2018, saltou para 1.629.

 

Fonte: Hoje em Dia||