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Polícia Civil indicia dois médicos por homicídio culposo após morte de recém-nascido em Itaúna

Foto: Reprodução/Sucesso FM 93

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu o inquérito que investigava a morte de um recém-nascido no Hospital Manoel Gonçalves, em Itaúna, e indiciou dois médicos obstetras pelo crime de homicídio culposo. Conforme a investigação, a gestante, que apresentava uma gravidez de alto risco, permaneceu por mais de 12 horas em trabalho de parto induzido, mesmo com sinais de sofrimento fetal agudo.

Segundo a corporação, a cesariana foi solicitada durante o atendimento, mas o procedimento de urgência teria sido adiado sem justificativa, resultando em complicações que levaram à morte do bebê poucas horas após o nascimento.

Investigação aponta demora em procedimento de urgência

De acordo com a Polícia Civil, durante o acompanhamento da gestação foram registrados sinais de sofrimento fetal agudo. Apesar dos pedidos para a realização de uma cesariana, a cirurgia de urgência não teria sido realizada no momento considerado necessário.

O recém-nascido veio ao mundo em parada cardiorrespiratória, causada por asfixia perinatal, e morreu poucas horas depois do parto.

Extravio da placenta também foi identificado

Além das circunstâncias relacionadas ao atendimento médico, a investigação apurou o extravio e o descarte inadequado da placenta.

Segundo a Polícia Civil, a perda do material impossibilitou a realização de exames considerados importantes para o esclarecimento completo do caso.

Depoimentos e análise de documentos embasaram o inquérito

Durante a investigação, a PCMG ouviu familiares da vítima, profissionais de saúde e outras testemunhas envolvidas no caso. Também foram analisados os prontuários médicos relacionados ao atendimento prestado.

Com base nas apurações, os dois médicos obstetras foram indiciados por homicídio culposo, por inobservância de regra técnica e por conduta considerada negligente e imperita.

Inquérito foi encaminhado à Justiça

Após a conclusão das investigações, o inquérito policial foi encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público, que darão prosseguimento às medidas cabíveis no caso.

Com informações da Sucesso 93 FM