Política

Lula cobra quebra de sigilo total no caso Master: “Doa a quem doer”

Foto: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cobrou, nesta quarta-feira (9), “explicações e medidas imediatas” sobre a “crise que tomou conta do Poder Judiciário”. Em suas redes sociais, o presidente também defendeu a “quebra completa do sigilo das investigações de todos os envolvidos no caso Master”.

“Diante da gravidade do maior crime financeiro da história do Brasil, o povo brasileiro precisa de explicações e medidas imediatas para enfrentar a crise institucional que tomou conta do Poder Judiciário. Se faz necessário mais transparência, e não vazamentos seletivos que impactam a disputa eleitoral”, afirmou Lula.

 

Ele prosseguiu: “É urgente a quebra completa do sigilo das investigações de todos os envolvidos no caso Master, seja quem for, doa a quem doer. O Brasil precisa saber a verdade”.

A declaração do presidente ocorreu após a crise no STF se intensificar com a divulgação, na semana passada, de mensagens extraídas do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Desde então, os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes pedem investigações um contra o outro por suas condutas.

Na semana passada, o ministro André Mendonça retirou o sigilo de autos do caso Master. Os documentos que vieram a público indicam que Moraes mantinha conversas com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Moraes, por sua vez, considerou haver “fortes indícios” de abuso de autoridade e crime de responsabilidade por parte de Mendonça na condução de processos das operações Sem Desconto e Compliance Zero, da Polícia Federal, e encaminhou o caso ao presidente da Corte, Edson Fachin, no âmbito do Inquérito das Fake News.

Nessa terça-feira (8), Mendonça considerou que relatórios da PF utilizados por Moraes na decisão eram de “superlativa gravidade e ilicitude” e determinou o afastamento do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência, Leandro Almada.

Segundo a decisão de Mendonça, o diretor-geral da PF encaminhou a Moraes ao menos seis “relatórios de inteligência” produzidos de forma sigilosa entre 3 e 31 de agosto de 2026. A peça aponta que o próprio André estava sendo monitorado ilicitamente por parte da inteligência policial havia mais de 30 dias.

Nesta quarta-feira (9), Flávio Dino julgou um recurso de Andrei e determinou a reintegração dele e de Leandro Almada aos respectivos cargos na Polícia Federal.

 

Com informações do Metrópoles