Formiga

Vacina antitetânica continua em falta na rede pública de saúde

Conforme publicado no jornal Nova imprensa, na edição 873, no início deste mês, não havia vacina antitetânica disponível no Pronto Atendimento Municipal (PAM), e em boa parte dos Postos de Saúde de Formiga.
Por ser de responsabilidade do Sistema Público de Saúde, a disponibilização das vacinas, a Secretaria de Saúde, por meio da Secretaria de Comunicação explicou que as doses estavam em falta na área da Superintendência Regional de Saúde que é a encarregada de distribuir a vacina ao município. ?A vacina está em falta na área da Superintendência Regional de Saúde. A pedido da Secretaria Municipal de Saúde, a superintendência já requisitou novas doses à Secretaria de Estado de Saúde. Enquanto isso, a secretaria está avaliando a possibilidade de remanejar doses de uma unidade de saúde para outra?.
Após duas semanas, o problema não foi resolvido, a falta da vacina dT, que previne a difteria e tétano continua faltando nos PF’s e no PAM. A redação do jornal entrou novamente em contato com a Secretaria de Saúde e a Secretaria de Comunicação explicou sobre a falta da vacina: ?A Secretaria de Estado da Saúde permanece com dificuldades para adquirir a vacina. Por isso, não fez o repasse à Superintendência Regional de Saúde, encarregada de distribuir as doses aos municípios. As vacinas do setor público são produzidas por laboratórios específicos e inspecionados por meio do Programa Nacional de Imunização (PNI). Pelos critérios desse programa, a Secretaria Municipal de Saúde é impossibilitada de fazer essa compra por si própria. Assim que as vacinas chegarem à cidade, a informação será amplamente divulgada?.
Com a total falta das doses, fica impossibilitada, no município, a imunização regular e casos de acidentes.
A vacina dT, que previne a difteria e tétano, pode ser aplicada em crianças a partir de 7 anos de idade e adultos. O esquema inicial são 3 doses com intervalo de 60 dias entre elas. Após esse esquema, um reforço deve ser realizado a cada 10 anos. Em caso de gestantes e ferimentos graves o intervalo para esse reforço cai para 5 anos.
É importante manter a vacinação em dia, pois o uso de vacina e/ou soro contra o tétano na ocasião de acidentes com ferimentos deve ser orientado com base na história pregressa de vacinação antitetânica relatada pelo paciente ou seu responsável e pelo tipo de ferimento ocorrido.