Cinco pessoas morreram e 18 ficaram feridas depois que o vulcão da Ilha Branca entrou em erupção na costa leste da Nova Zelândia nesta segunda-feira (9). Dez pessoas estão desaparecidas, de acordo com a polícia.
O vulcão, também conhecido como Whakaari, lançou rochas, cinzas e muita fumaça pouco depois das 14h (no horário local). Uma nuvem de cinzas espessa podia ser vista a vários quilômetros de distância no Pacífico Sul.
No momento da erupção, cerca de 50 turistas neozelandeses ou estrangeiros estavam na ilha ou perto dela. Entre eles, estavam os passageiros do navio de cruzeiros Ovation of the Seas, que estava na Ilha Branca. A embarcação seguiu para a cidade costeira Tauranga.
Um casal de brasileiros que vive na Austrália contou nas redes sociais contou que escapou por 10 minutos da erupção do vulcão.

“Coisa mais louca da nossa vida acaba de acontecer. A gente passeou o vulcão uma hora e pouco, 10 minutos depois que a gente deixou [o vulcão], entrou no barco, o vulcão entrou em erupção. O barco voltou, deu a volta na ilha, para tentar ajudar as pessoas que estão aqui. Não sei todo mundo conseguiu sobreviver. A gente vai ver o que aconteceu aqui. A gente só espera que ninguém esteja machucado nem nada. Graças a Deus a gente está bem”, contou Aline Moura, ao lado do marido Allessandro.
Mais tarde, após chegar ao hotel, próximo do porto de onde o casal tinha saído, Allessandro afirmou:
“Dois tours foram para esse vulcão hoje. Um deles era o nosso, que foi o primeiro. A gente conseguiu sair e não deu cinco minutos o vulcão entrou em erupção”, afirmou.
“O outro tour que chegou logo depois, infelizmente, não conseguiu sair a tempo. Algumas pessoas sofreram queimaduras pelo corpo – algumas bastante sérias. A gente teve que ficar por lá para socorrer essas pessoas que estavam na ilha”.

Segundo ele, o barco do outro tour ficou “todo coberto por cinzas”. “Tenso. É inexplicável o que aconteceu”, declarou.

Vinte e três pessoas foram retiradas da ilha a bordo de barcos utilizados em excursões, mas a operação de resgate teve que ser interrompida. O representante da polícia da Nova Zelândia, John Tims, explicou que, por causa do risco, os serviços de emergência não estão tendo acesso à ilha. A polícia também afirmou que não tem comunicação com ninguém na ilha desde a erupção.
Os feridos, alguns com queimaduras graves, foram levados para hospitais da cidade de Whakatane.
A primeira-ministra neozelandesa, Jacinda Ardern, já chegou à região.

Alerta
A Agência Nacional de Emergência emitiu um alerta para possíveis novas erupções e atividade sísmica moderada.

As autoridades neozelandesas cancelaram excursões na região, visitada a cada ano por 10.000 pessoas.
De acordo com a BBC, em 3 de dezembro, o site de monitoramento geológico GeoNet alertou que “o vulcão podia estar entrando em um período em que a atividade eruptiva era mais provável do que o normal”. Porém, tinham acrescentado que “o atual nível de atividade não representava um risco direto para os visitantes”.
Já a professora associada da Universidade de Auckland, Jan Lindsay, disse que o nível de alerta foi recentemente aumentado de um para dois. “Havia um nível elevado de agitação e todos estavam cientes”, declarou.

Erupções recentes
Cerca de 10 mil turistas visitam White Island anualmente. O vulcão registrou diversas erupções nas últimas cinco décadas. A mais recente aconteceu em 2016.
Fonte: G1 ||








