É hora de voltar à ?rotina normal?, mas primeiro se readaptar ao horário antigo, já que o horário de verão termina à 0h deste domingo (21), quando os relógios devem ser atrasados em uma hora. A medida, que teve início em 18 de outubro de 2009, foi com o objetivo de reduzir o consumo de energia elétrica entre 18h e 20h durante a primavera e o verão, com um melhor aproveitamento da luz natural.
Durante o horário de verão, há muitas mudanças de hábitos. Apesar de o horário agradar a muitos, mas também deixar parte da população contrariada, cada um dá um jeito de aproveitar como pode. Muitos saem do trabalho ainda com o sol quente e aproveitam para ir ao clube, academias e fazer outras atividades que não conseguem exercer no horário antigo.
A mudança de horário ocorreu nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal, de acordo com o Ministério de Minas e Energia (MME).
Estima-se que nesta 39ª edição do horário de verão tenha ocorrido uma economia total de energia de 0,5%, o que corresponde a cerca de 490 GWh no Sudeste e Centro-Oeste e 136 GWh no Sul. Quanto à redução da demanda de energia, a previsão é de que tenha atingido 4,4% nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, ou seja, 1.780 MW. No Sul, a previsão deve ficar em 4,5% de redução na demanda, o que representa 490 MW.
O balanço oficial dos valores da redução da demanda no horário de pico e do consumo de energia será realizado nas primeiras semanas após o término do horário de verão.
Conforme informações do Ministério de Minas e Energia, a adoção do horário de verão possibilitou nos últimos dez anos uma redução média de 4,7% na demanda de energia no horário de maior consumo, chamado horário de ?pico?, que ocorre entre 18h e 21h. Essa redução significa que as usinas deixaram de gerar, no horário de pico da carga, cerca de 2.000 MW a cada ano.
A demanda de energia sempre aumenta nesta época do ano, devido ao calor e ao crescimento da produção industrial às vésperas do Natal, por isso passou a ser adotado o horário de verão. Nesse período, os dias têm maior período com luz solar e essa luminosidade natural pode ser melhor aproveitada.
De acordo com um decreto de 2008, em todos os anos a mudança no horário ocorrerá no terceiro domingo de outubro e terminará no terceiro domingo de fevereiro. Se a data coincidir com o domingo de Carnaval, o fim do horário de verão é transferido para o domingo seguinte. Nos anos anteriores, o governo estipulava anualmente o período de vigor do horário de verão.
No total, esta edição do horário de verão contará com 126 dias de duração, 7 a mais do que na versão passada..
Minas Gerais
Na área de concessão da Companhia Energética de Minas Gerais ? Cemig, verificou-se, segundo o balanço parcial, uma redução na demanda máxima, ou seja, o pico diário da carga que ocorre no período das 18 às 22 horas, de 3,5%, correspondendo a cerca de 250 MW, 0,3 ponto percentual a mais que o ano passado. Essa potência equivale a:
? geração a plena carga de quase duas usinas do porte da Usina Térmica de Igarapé (131 MW) ou;
? geração de quatro geradores da Usina Hidrelétrica de Três Marias, também a plena carga (66 MW cada) ou;
? 30% da carga de pico de todo o Triângulo Mineiro, com 66 municípios, ou;
? 12% da carga de pico da Região Metropolitana de Belo Horizonte (34 municípios) ou;
? demanda de pico de uma cidade de 700 mil habitantes.
No consumo, estima-se que a economia de energia registrada no Horário de Verão de 2008/2009 se manteve no período atual, chegando a 0,5%, o que representa 30 MWméd (megawatts médios). ?Essa economia é suficiente para abastecer, durante dez dias, a capital Belo Horizonte?, afirma Wilson Fernandes Lage, engenheiro de operação do sistema da Cemig.
Para o consumidor residencial, a economia se dá na menor utilização da iluminação artificial, que pode chegar a uma redução de até 5% no consumo mensal de energia.








