Muitas reclamações, cobranças e críticas têm sido feitas nos últimos dias sobre a questão da limpeza na cidade. Na semana passada, os vereadores chegaram a fazer um ?mutirão simbólico? nas imediações do Terminal Rodoviário e retiraram 20 sacos de lixo no local onde funciona a feira livre.
Esse lixo foi jogado ali por populares, assim como em diversos cantos da cidade, que têm servido de depósitos de resíduos. Mesmo com poucos funcionários para a limpeza urbana, os servidores da Secretaria de Gestão Ambiental fizeram uma limpeza às margens do rio Formiga na quinta-feira passada (18). Para a surpresa do secretário Paulo Coelho, na manhã desta quinta-feira (25), uma semana depois, ele encontrou uma desova de lixo próximo à Escola Municipal Benedita Gomide Leite, no bairro Vargem Grande.
Entre entulhos de construção civil estavam diversas embalagens de farinha de milho de uma empresa sediada em Pains, um saco plástico com milhares de embalagens de farinha de uma empresa que existia em Formiga e que está fechada há mais de 10 anos, sendo que a data de validade nas embalagens é de 21 de agosto de 1996; além de grades de cama, partes de guarda-roupa, vaso sanitário, baldes e outros recipientes que inclusive estavam com água parada, servindo de criatório para o mosquito da dengue.
Segundo o secretário de Gestão Ambiental, o local foi limpo na semana passada a pedido da promotora de Meio Ambiente, Luciana Imaculada de Paula, embora seja terreno particular. Sete dias depois sujaram novamente.
Paulo Coelho criticou que, agora, o secretário ainda tem que sair olhando onde as pessoas estão jogando sofás, privadas e outros entulhos e comentou que não sabe se estão jogando ou colocando propositadamente o lixo. Ele acredita que tem gente interessada nisso, em manter a cidade suja, e que é preciso descobrir quem é o ?fantasma sujão?.
O secretário chamou a Polícia Militar, que lavrou o Boletim de Ocorrência 1.565/2010, e também convocou toda a imprensa formiguense para registrar a desova.
Para Paulo Coelho, não foi gente de classe baixa que jogou o entulho, porque pessoas de baixa renda não iriam jogar um vaso sanitário em boas condições, sem trinca nem quebrado fora, que poderia ser reutilizado. ?Par mim, tem alguma coisa orquestrada por aí. Mas não cabe a mim, secretário, descobrir isso, cabe a mim manter a cidade, dentro do possível, dentro das nossas necessidades e das limitações da secretaria, mais ou menos limpa. Não dá para limpar 100%, já está provado, mas também não é metade suja não?, comenta.
Outros exemplos
O secretário de Gestão Ambiental citou exemplos que contribuem para que a cidade não fique limpa. Na praça Getúlio Vargas, por exemplo, os comerciantes colocam o lixo pela manhã, sabendo que o caminhão passa a noite. ?Agora, se for necessário, vamos por o caminhão de lixo para atravancar o trânsito todo no centro da cidade no horário de expediente, pois ele já passa a noite justamente por causa disso?.
Paulo Coelho faz um apelo para que a população coopere com a limpeza, pois, quando tem lixo em um lugar, não são pessoas de outros bairros que vão jogar. ?Os porcos estão normalmente ao redor do lixo mesmo. Não é que o secretário está chamando a população toda de porca, são alguns porcos, mas os poucos porcos prejudicam a cidade inteira?.
É preciso que a vizinhança colabore e denuncie, no caso da desova do lixo encontrada nesta quinta-feira (25), uma vizinha ao local disse que o lixo foi jogado por um carroceiro, mas não soube dar informações de como era a pessoa que jogou o lixo. Segundo o secretário, as investigações indicam para os prováveis responsáveis e eles serão notificados para fazer a limpeza no local, mas sem que se abra mão das sanções previstas pela Lei.








