Formiga

Tô nem aí: Moacir não comparece a reunião marcada com sindicato

Durante a realização da Assembleia que ocorria no plenário da Câmara Municipal, nesta quarta-feira (12), ato que contou com a presença de cerca de 150 funcionários públicos, enquanto estes ouviam do presidente do SINTRAMFOR a leitura da pauta de reivindicações que foi apresentada ao senhor Moacir Ribeiro no dia 17 de fevereiro, chegou a notícia de que Moacir, que não comparecera a uma outra reunião por ele mesmo marcada com o Sindicato no dia 11/3, para as 10 horas, e que agora, remarcava nova reunião para o dia 21 deste mês, ( sem nenhuma garantia de que esta de fato viesse a ocorrer), se encontrava naquele exato momento, a menos de 40 metros da sede da Câmara Municipal, cortando cabelo no salão ao lado, trazido por seu motorista. Inclusive o carro oficial por ele utilizado, estava estacionado na vaga especial destinada aos veículos da Câmara, em frente sua entrada principal.
Imediatamente nós, única imprensa presente àquele ato, nos dirigimos para a porta da Câmara e de fato confirmamos a notícia que dava conta da estranha atitude do prefeito.
A verdade é que aquilo que poderia ter sido apenas uma infeliz coincidência, já que o prefeito frequenta com certa assiduidade aquele ?Salão de Beleza?, para um enorme número de funcionários que participavam da referida assembleia de reivindicações e tomada de posição, a leitura do ocorrido foi outra: ?afronta? para uns; mais uma prova de sua displicência e pouco cuidado no trato da questão para outros; e, para um outro grupo que melhor o conhece, tal atitude teria sido premeditada e nada mais fora que uma jogada para mostrar algo do tipo: ?quem manda aqui, sou eu?.
Nós da imprensa encaramos o episódio apenas como sendo mais uma oportunidade de registrarmos a tempo e a hora, outra inusitada atitude daquele que, queiramos ou não, é o prefeito eleito e diplomado e, portanto, naquele momento era quem tinha nas mãos a caneta para decidir o destino de alguns milhares de funcionários públicos que acreditaram nas suas promessas e competência para resolver algo que, todo ano se repete na administração pública. Dissídios coletivos. Afinal, todos que lá estavam, se lembram que ele, enquanto vereador, sempre se vangloriou de ser o maior defensor dos que então, por ele mesmo eram tratados como sendo ?sofridos servidores?. Moacir, todos reconhecem, nunca poupou palavras ou ações contra prefeitos que por algum motivo, deixavam de atender os reclames do funcionalismo, em especial nos anos eleitorais.
Analisando o ocorrido
É óbvio que aquela não deve ter sido a hora certa para o prefeito ali estar. Imaturo politicamente, todos sabemos ele não é e ninguém nega que ele também é profundo conhecedor das reivindicações e das precárias condições de nossos ?barnabés?. Assim sendo, só nos resta concluir e resumir o fato, nos valendo de um velho chavão: o cara errado, na hora e local igualmente errados.

Agora, provavelmente, sobrará para os secretários de Administração e para o de Fazenda, a tarefa de apagarem o incêndio e resolverem a questão que, como todos sabemos, em ano eleitoral, precisa estar muito bem alinhavada e definida até o dia 8 de abril. Aguardemos!
Se a jogada anterior de enfraquecer o Sindicato com o ?docinho distribuído com certa antecipação ao pessoal da Educação? funcionou como divisor de forças, agora, com esta atitude inusitada, certamente a posição da sua direção, aos olhos de seus sindicalizados, será outra, talvez bem mais fortalecida.
Tanto que, seu presidente garante que na próxima sexta-feira (14), juntamente com os médicos, às 9h, estará acompanhado de um bom número de servidores, lá no gabinete, forçando uma decisão do prefeito sobre as reivindicações de seu conhecimento, desde o início de fevereiro.