O curso ocorreu no último final de semana, dias 19 e 20, em Itaúna e será realizado em seis módulos, uma vez por mês. O próximo módulo será no dia 24 de abril.
Os objetivos principais são fortalecer as organizações sociais e produtivas de catadores de materiais recicláveis de Minas Gerais, por meio de um processo de formação para autogestão, assistência técnica e fomento à mobilização e intercâmbio da categoria, além de contribuir para maior inserção enquanto empreendimentos solidários pelo aumento da capacidade profissional, técnica, social e política.
De acordo com o presidente da Recifor, Francisco Silva, mais conhecido como Chicão, o curso foi muito bom para descobrir as dificuldades que as outras associações enfrentam e para troca de experiências. Ele ressaltou que, com apenas oito meses de associação, já conseguiram comprar, com recursos próprios, uma van para transportar os catadores.
A Recifor está ajudando outras associações que têm até mais tempo de existência a se organizarem melhor. Segundo informou Chicão, as associações não podem depender apenas do poder público, em especial das prefeituras.
O curso de capacitação visa também a formação de um mutirão e fortalecimento do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis. Em Minas Gerais, serão 1.000 catadores participantes em nove cidades pólo, representando mais de 80 associações e cooperativas de 79 municípios. No Brasil, serão aproximadamente 10.600 catadores.
Trabalho na Recifor
Hoje, a Recifor conta com 28 associados que trabalham na Usina de Triagem, no Aterro Sanitário Areias Brancas, a maioria mulheres. Como ressaltou Chicão, antes, cada um catava os materiais recicláveis para si, hoje, na usina, eles recolhem o material para a associação e eles têm a noção do que vão receber no final do mês e dividem o lucro, que aumentou consideravelmente. Os recicladores recebem um salário mínimo fixo e, a partir deste mês, vão pagar a contribuição à Previdência Social.
Segundo o presidente da Recifor, a tendência é transformar a entidade em uma cooperativa, isso está sendo estudado. Ainda de acordo com Chicão, foi feita uma parceria com o Unifor-MG, por intermédio da Promotoria de Meio Ambiente. O Centro Universitário irá ajudar a associação, provavelmente ainda a partir deste mês.
Chicão informa que praticamente todos os dias recebe ligações de pessoas querendo se integrar à Recifor. Ele ressalta que a primeira exigência é o cartão de vacinas, além da contribuição para a associação e o cumprimento do estatuto. O telefone de contato é o (37) 9961-0126
A Recifor tem o apoio da Prefeitura e da Promotoria de Justiça da Comarca de Formiga, por meio da promotora Luciana Imaculada de Paula, que inclusive doou uniformes e botas de segurança para os catadores trabalharem.








