Um filme tem com nomes estelares como Cauã Reymond, Antônio Fagundes, Caio Blat, Gabriel Braga Nunes, Otávio Müller, Milhem Cortaz e Marcello Melo e um diretor respeitado e tarimbado como José Eduardo Belmonte, tem boa chance de dar certo. A grandeza e o talento dos atores de ?Alemão?, cuja estreia nacional foi na quinta-feira (13), eram tamanhos que foi difícil reunir todo mundo na coletiva realizada na terça-feira (11), num hotel na Zona Sul do Rio de Janeiro. ?É um elencão. Para mim, como diretor, foi muito bonito e um aprendizado ver tão bons atores trabalhando juntos. Estão superafiados. Acho que, dos meus trabalhos, foi o que reuniu mais gente bacana. Uma das grandes forças do filme está justamente no elenco?, destaca Belmonte.
Estreando no gênero de favela-movie, o diretor paulista radicado em Brasília considerou um desafio a experiência. Ele, que tem no currículo longas como ?Se nada mais der certo? e ?Billi Pig?, conta que sempre flertou com o estilo e sentia que estava na hora de fazer um projeto que abordasse o grande tema brasileiro: o abismo social. ?Sem dúvida, foi um dos grandes filmes da minha vida. Pelo tema, pelo elenco, pelos parceiros como o Rodrigo (o produtor Rodrigo Teixeira), que está comigo em outro projeto, ?Gorila?, que estreia neste ano ainda. Tudo isso foi um estímulo. É um longa físico e um thriller?, resume.
Apesar de ter se inspirado em fatos reais, a história da invasão do Complexo do Alemão em 2010, a produção trata de cinco policiais infiltrados que são descobertos pelos traficantes 48 horas antes da invasão. A ideia partiu do produtor Rodrigo Teixeira, que lembra daquele histórico 28 de novembro de 2010 como se fosse hoje. ?Foi uma coisa louca. Aquilo marcou demais não só a mim, mas o Brasil inteiro. Rodamos em apenas 18 dias e em cinco comunidades cariocas, inclusive no próprio Alemão?, lembra.
Outro que recorda o episódio é o rapper MC Smith, que participa do filme e é morador do Complexo do Alemão. O artista revela que a sensação que teve foi de que estava morando em Israel. ?Tinha tanto tiro, tanta bomba? Os próprios traficantes achavam que a polícia ia entrar apenas com o Bope. Só quem estava lá, como nós, os 200 mil moradores, sabemos o que se passou. A TV não mostrou nem um terço?, frisa.
Cauã Reymond, que vive o traficante Playboy e pediu para fazer o vilão, também é produtor associado do filme. O ator, que já trabalhou em outras ocasiões com José Eduardo Belmonte, ressaltou o papel do diretor e dos colegas de elenco, sobretudo os moradores da comunidade. ?Esse laboratório com o Smith, Sorriso, Jefferson Brazil e Micael Borges foi fundamental para compor meu personagem. Pedi para fazer o Playboy, mesmo sendo um papel menor. Espero que a gente tenha até um Alemão 2?, aposta. O elenco traz ainda a revelação Mariana Nunes e Aisha Jambo.
Formiga
?Alemão? leva para a tela a história da invasão da favela carioca
- por Últimas Notícias
- 14/03/2014 - 12:52








