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Pacientes são pegos de surpresa com paralisação de hospitais

Dezenas de pacientes que procuraram os hospitais da rede do Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais (Ipsemg) encontraram as portas fechadas na manhã desta segunda-feira (29).
Quem tinha consultas marcadas, por exemplo, foi informado que não há previsão para remarcação. No Centro de Especialidades Médicas, a situação era de revolta entre os pacientes.
Um dos médicos disse que tinha 28 consultas marcadas para esta segunda-feira e teve que informar aos pacientes que não saberia quando poderia atendê-los por decisão da direção do hospital. Já no Hospital Governador Israel Pinheiro, localizado na região hospitalar de Belo Horizonte, a recomendação dada aos médicos é de atender somente casos de urgência e emergência.
A paralisação dos médicos que trabalham na rede é de 72 horas. Na quarta-feira (31), a categoria, que está em estado de greve, realiza uma nova assembleia que vai determinar os rumos do movimento.
Reivindicações
De acordo com o Sindicato dos Médicos, a categoria protesta contra o sucateamento do hospital e as más condições de trabalho dos servidores. Reivindica ainda acesso a um estudo, realizado a pedido da Secretaria de Planejamento, que mostraria o cenário do Ipsemg, além de um concurso público imediato, para preenchimento de vagas em todos os setores.
A categoria pede ainda o adiamento de obras previstas para as alas B e C do hospital. Segundo o sindicato, parte do prédio já está em reforma, que dificulta o atendimento dos pacientes.