A presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e do Conselho Deliberativo do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR), senadora Kátia Abreu, fez nesta quinta-feira (8) um relato das ações executadas pelas duas entidades para 160 lideranças sindicais rurais de Minas Gerais que foram a Brasília participar do ?Campo vai à CNA?.
Abrindo a programação da tarde, ela explicou aos representantes mineiros que o objetivo é mostrar algumas injustiças que têm prejudicado o setor agropecuário por vários anos. ?O que queremos é combater os preconceitos contra nós e buscarmos o diálogo para sermos melhor compreendidos. Hoje somos acusados de caloteiros, destruidores do meio ambiente, escravocratas, mas nada disso é verdade?, disse a senadora.
Uma das ações citadas por Kátia Abreu foi o Projeto Biomas. Esta iniciativa está sendo implementada em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) para conciliar a produção de alimentos, sem deixar de lado a questão ambiental, preservando a cobertura vegetal nativa nos seis biomas brasileiros (Amazônia, Cerrado, Caatinga, Pampa, Mata Atlântica e Pantanal). ?Vamos mostrar que somos a agropecuária mais eficiente do planeta. Somos líderes na produção e temos 56% de cobertura vegetal preservada, na frente de países que nos criticam mas que praticamente acabaram com suas vegetações nativas?, destacou.
Outro programa abordado pela senadora foi o Mãos que Trabalham, desenvolvido pelo SENAR para orientar o produtor rural no cumprimento da legislação trabalhista. Apesar desta finalidade, a presidente da CNA revelou às lideranças mineiras que o principal objetivo deste programa é mostrar que a Norma Regulamentadora (NR) 31, que define as regras de saúde e segurança do trabalho no meio rural, é inaplicável na íntegra. A NR 31 tem 252 exigências. ?A NR não foi feita para beneficiar o trabalhador, e sim para punir o patrão, mas a realidade do setor é outra. Se muitos itens forem retirados, não farão falta aos trabalhadores?, argumentou.
Ela também falou aos presidentes e dirigentes dos sindicatos rurais mineiros sobre os trabalhos com foco social, por meio do Observatório das Desproteções Sociais do Campo, lançado pelo Instituto CNA visando identificar as principais deficiências no campo para propor parcerias e apresentar sugestões de políticas para o campo voltadas para temas como educação, saúde, saneamento básico e cultura, entre outros. Uma das ações deve ser divulgada aina neste mês, com um mapeamento do ensino na zona rural. Kátia Abreu informou, ainda, que a CNA está construindo juntamente com o governo um novo modelo de política agrícola, com propostas de desoneração da carga tributária, formalização da atividade rural, criação de uma central de financiamento e de mecanismos de sustentação de preços.
Na sequência da programação vespertina, o jornalista Fábio Telles, da empresa Talk, abordou o tema ?Estratégias de Comunicação ? Rede de Comunicação Social?. Fechando o ciclo de palestras, o secretário executivo do SENAR, Omar Hennemann, falou sobre ?Sindicato Forte ? Uma Estratégia, Uma Necessidade?.
A visita da comitiva de líderes sindicais mineiros encerrou a segunda rodada do ?Campo vai à CNA?. No começo de marco foi realizada a primeira etapa, com a participação de presidentes de sindicatos rurais de Tocantins, Rio Grande do Sul, Mato Grosso e Goiás. Nesta semana, além de Minas Gerais, foi a vez de das lideranças sindicais rurais do Paraná e Mato Grosso do Sul virem à capital federal, com o intuito de aproximar ainda mais os sindicatos da CNA. No final deste mês, haverá nova etapa do ?Campo vai à CNA?.








