Formiga

Greve dos servidores da educação chega a Formiga

Algumas escolas da rede estadual de educação em Formiga aderiram à greve que se alastra por diversos municípios de Minas. Até o momento, a Escola Estadual Dr. Abílio Machado (Polivalente) está totalmente paralisada, a Escola Estadual Jalcira Santos Valadão (Escola Normal) funciona em ?operação tartaruga?, ou seja, com horários reduzidos, as escolas Bernardes de Faria e Pio XII funcionam normalmente, nas outras escolas, a Inspetoria de Ensino está entrando em contato para saber a situação.
Os servidores da rede de educação começaram a cruzar os braços no dia 16 de março em Belo Horizonte, reivindicando reajuste e reposição de perdas salariais. De acordo com a diretoria do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da capital, a categoria quer a reposição de 22,41% das perdas por causa da inflação
O sindicato também luta contra a Lei 9815/10 que, para o órgão, não ajuda em nada os professores. A lei prevê abono de fixação somente para algumas escolas; prêmio de orientação pedagógica, mas para receber o servidor tem que participar de reunião fora do horário de trabalho e o servidor não pode ter nenhum dia de licença médica. Além disso a lei não beneficia os auxiliares de escola e os aposentados, explica a diretoria do sindicato.
Os servidores estão mobilizados também para a implementação do Piso Salarial Profissional Nacional (PSPN). Segundo o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), a categoria está sem reajuste há três anos. O piso salarial do professor de nível médio de escolaridade é de R$ 336 e dos professores com graduação o piso é de R$ 500,49.
Na semana passada, outros municípios, como Divinópolis e Uberaba,aderirem a greve, depois da paralisação dos professores das redes municipal e privada, os alunos da rede estadual estão sem aulas.
De acordo com a diretoria do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), ao contrário do que foi divulgado pelo governo de Minas, atualmente os profissionais têm um teto salarial e não piso salarial. Minas Gerais tem o 8º pior salário do país.