Existe uma grande diferença entre desejar adquirir um produto, como uma roupa, sapato, telefone celular ou até mesmo um carro, e precisar realmente desses itens. Entretanto, essa diferença entre desejo e necessidade se misturam ou se confundem na cabeça de cada um, principalmente por causa das fortes estratégias de marketing que nos cercam por todos os lados. Além disso, para muitas pessoas a sensação de recompensa imediata ao comprar um bem – durável ou não -, pode ser muito agradável e valer mais a pena para alguns.
Neurocientistas da Universidade de Hamburgo, na Alemanha, fizeram um mapeamento cerebral que pode ajudar a entender a diferença entre o cérebro de uma pessoa que gasta muito, sem se preocupar com o dia seguinte, e aquele pão-duro crônico, que só pensa em poupar e acabar não desfrutando daquilo que o próprio trabalho e esforço lhe deram como recompensa.
Para conseguir isso, eles observaram a atividade cerebral de voluntários enquanto tomavam decisões financeiras entre receber menos dinheiro imediatamente ou uma quantia maior dentro de alguns meses. Enquanto isso eram estimulados a pensar em eventos futuros nos quais precisariam gastar dinheiro. Isso tornou possível aos pesquisadores perceber quais as partes do cérebro eram responsáveis por decidir entre receber uma recompensa no presente ou esperar por algo melhor no futuro.
Os neurocientistas concluíram que o córtex cingulado anterior é o responsável por responder à recompensa, área ligada à tomada de decisões. Ao tomar decisões impulsivas, o hipocampo entra em ação para tentar combater isso. Se os sinais do hipocampo forem mais fortes, as pessoas acabam abrindo mão da recompensa imediata pela futura, segundo o estudo.
Formiga
A atuação do cérebro na tomada de decisões financeiras
- por Últimas Notícias
- 30/04/2010 - 19:36








