O índice de cheques sem fundo nos primeiros quatro meses de 2010 foi o menor se comparado com o mesmo período dos últimos cinco anos. No total, dos 374 milhões de cheques compensados, 7 milhões foram devolvidos, o que representa 1,91% do total. No mesmo período de 2009, esse percentual foi de 2,33%, de acordo com o Indicador Serasa Experian, que presta serviço de informação e gerenciamento de avaliação de crédito.
A principal causa desse número, segundo o economista do Serasa Experian, Carlos Henrique de Almeida, é a atual situação da economia brasileira. Ele afirma que, no primeiro quadrimestre de 2010, a economia do Brasil cresceu cerca de 10%, um fator determinante para melhorar esses índices. Crescimento maior gera renda e cria empregos formais, o que estimula a regularização de pendências, acredita. Em relação ao ano passado, Almeida aponta a crise econômica como a culpada pelo mau desempenho.
Embora tradicionalmente o primeiro semestre possua índices de cheques devolvidos maior do que no segundo semestre – quando as pessoas pagam as dívidas parceladas do Natal, despesas escolares e impostos como Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) e Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) -, Almeida observa que neste ano deve ocorrer o contrário. Para ele, como o governo sinalizou que vai implantar um ciclo de elevação de juros, provavelmente esse índice de cheques devolvidos deve subir. Principalmente por causa do cheque especial, que tem juros flutuantes e as pessoas o usam com maior frequência.
A perspectiva é de que a inadimplência com cheques no segundo semestre deste ano sofra algumas pressões, por causa do maior endividamento do consumidor e pelo crédito mais caro.








