Formiga

UNB traça perfil de quem interrompe a gravidez

Até pouco tempo, a mulher que interrompia a gravidez não tinha traços, perfil, crenças ou lugar na sociedade. Os dados sobre ela, geralmente eram feitos segundo estatísticas disponíveis geralmente relacionadas a curetagens feitas nos hospitais, uma média de 220 mil nos últimos sete anos s.tinha crenças nem lugar na sociedade.
Esse panorama está mudando. Em estudo inédito, a Universidade de Brasília (UNB), em parceria com o Instituto de Bioética e financiada pelo Fundo Nacional de Saúde, revelou a face da brasileira que realiza o método.
Ao todo, foram 2.002 entrevistadas no estudo, de 18 a 39 anos. Dessas, 15% declararam que já fizeram pelo menos um aborto. Se comparada a população feminina do país nessa faixa etária, que, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é de 35,6 milhões, esse número representaria 5,3 milhões de mulheres.
Segundo os dados, das mulheres que declararam já terem feito ao menos um aborto, 64% são casadas e 81% são mães. Os números não param aí. No mesmo cenário, 23% ganham até um salário mínimo, 31% de um a dois, 35% de dois a cinco e 11% recebem mais de cinco.