Formiga

Cartão de crédito irá copiar política de telefonia celular

A partir do mês de julho as maquininhas de cartões de crédito passarão a ter bandeira branca, ou seja, um único equipamento vai aceitar todos os cartões. Até o mês de junho, cada operadora tinha uma máquina específica para o seu cartão Visa (Cielo), Mastercard, American Express e outras.
Agora, o lojista poderá escolher com quem quer trabalhar. As operadoras e os bancos aderiram à política do quem dá mais, usada pelas empresas de telefonia celular. Cada um vai querer oferecer melhores condições, como isenção de aluguel e taxas menores.
Segundo Roberto Alfeu, presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL ?BH) e Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) ?Nesses primeiros seis meses, orientamos aos lojistas que não se deixem seduzir, negociando com as operadores de cartão o melhor contrato, mas sem fidelização, ou seja, resguardar o direito de mudar de operadora quando melhor convier; somente assim poderemos, dentro do livre mercado, baixar os custos dessas operações? , alerta.
Assim, acredita também que a disputa pelo cliente deve reduzir o aluguel e as taxas de administração, que são altos. A taxa cobrada pelas empresas de cartão no Brasil é, em média, de 4% aos mês, enquanto, na maioria dos países, fica em torno de 2%. A taxa de aluguel das máquinas, que na média mundial é de cerca de R$ 70, no Brasil é de R$110.
Entidades defendem regulamentação
Entidades defendem que o Banco Central atue na regulamentação do mercado. O movimento lojista entende que são necessárias regras claras sobre taxas e tarifas que, por serem extremamente altas em relação à média mundial, têm afetado lojistas e consumidores.
Os juros do cartão de crédito no Brasil variam de 10% a 15% ao mês, enquanto a inflação anual tem ficado em torno dos 4,5%. Na grande maioria dos países, o lojista recebe o valor da compra dois dias após ter sido efetuada pelo consumidor. No Brasil, o repasse só é feito ao comércio 33 dias após a compra.