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Compra da casa própria cresce 109%

O volume de crédito para a compra da casa própria em Minas Gerais teve um crescimento de 109% no primeiro semestre de 2010 em relação ao mesmo período do ano passado. Em número de unidades contratadas, o crescimento dos primeiros seis meses do ano teve um acréscimo de 102%, quando comparado com o primeiro semestre de 2009. Os números foram divulgados nesta terça-feira (20), um dia após a Caixa Econômica Federal (CEF) ter anunciado os resultados do crédito imobiliário em todo o país.
Com um volume de R$ 3,86 bilhões disponibilizados para a aquisição de imóveis, Minas responde por 11,3% de um total de R$ 34,10 bilhões em todo o país e cresce acima da média nacional. Dos 575 mil contratos assinados em todo o território nacional, em Minas foram 44.482 contratos de financiamento, ou 15,6% do total nacional.
Para o superintendente regional em exercício da CEF, Marx Fernandes, contribuiu para o desempenho o ritmo aquecido da economia. Houve acréscimo na renda do trabalhador e aumentaram as possibilidades de financiamento, declarou.
Também cresceu, de acordo com os números apresentados por Marx Fernandes, a participação da Caixa Econômica no mercado de crédito imobiliário. No ano passado, a CEF detinha 73% de todo o crédito disponibilizado para o financiamento imobiliário com 75% de participação em termos de unidades. Em 2010, a instituição passou a deter 75% do mercado de crédito para uma participação de 76% em unidades contratadas.
Segundo a Caixa, os números desse primeiro semestre são recordes e chegam a quase sete vezes o volume do que foi emprestado em 2003.
Supervalorização e crise são descartadas
O superintendente regional em exercício da CEF em Minas, Marx Fernandes afastou a possibilidade de uma supervalorização o que levaria a uma bolha semelhante à crise imobiliária registrada em 2008, nos Estados Unidos. É um aquecimento natural que atende a uma demanda reprimida, garantiu.
Fernandes também negou que os recursos do FGTS e da poupança para o financiamento imobiliário estejam perto do esgotamento. Segundo ele, ainda há espaço para o crescimento e a possibilidade de captação em outras fontes.
Para o vice-presidente de governo da CEF, Jorge Hereda, a instituição tem até 2013 para encontrar uma solução que possibilite esse crescimento sustentado.