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Campanha alerta para acidentes de trânsito com crianças e adolescentes

No dia 30 de agosto (segunda-feira) será realizado o ?Dia da Prevenção de Acidentes com Crianças? em todo o país. A data foi instituída pela Organização Não Governamental Criança Segura, para alertar e ampliar a discussão sobre a segurança das crianças no trânsito, já que os acidentes figuram entre as principais causas de morte de crianças e adolescentes entre 1 e 14 anos. Mais precisamente, os acidentes são responsáveis por 40% dos óbitos nessa faixa etária.
As informações são da pediatra do Hospital de Pronto Socorro João XXIII, da Fhemig, Marislaine Lumena Mendonça, que destaca que 71% das lesões poderiam ser evitadas com a adoção de simples medidas preventivas, como o uso de cadeirinha própria para o transporte das crianças no carro. A campanha pretende exatamente conscientizar a população com relação às medidas de segurança que devem ser adotadas para a prevenção de acidentes com crianças, hoje uma séria questão de saúde pública.
Segundo a médica, que também é presidente do Comitê de Segurança da Criança e do Adolescente da Sociedade Mineira de Pediatria, ?o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) prevê que crianças menores de 10 anos sejam transportadas no banco traseiro dos veículos e até a idade de 7 anos e 6 meses devem utilizar equipamentos de retenção apropriados?.
O risco de não se usar os equipamentos de segurança é de tal ordem, como adverte a pediatra que, em um acidente com um veículo a 50 km/h, tudo o que estiver solto no banco de trás vai ser atirado com um peso 50 vezes maior do que o real. ?Isto quer dizer que uma criança de 10 kg, por exemplo, poderá atingir um peso aproximado de 500 kg. O adulto pode esmagá-la ou, provavelmente, não conseguirá segurá-la. A criança será jogada contra outros passageiros, contra o vidro dianteiro ou para fora do veículo?, explica.
O dispositivo de retenção deve ser adequado à idade, peso e estatura da criança. Até um ano, deve ser usado o bebê conforto, colocado no banco de trás e voltado para o vidro traseiro (de costas para o sentido do trânsito). De 1 a 4 anos, a criança deve ser transportada na cadeirinha instalada no banco de trás, voltada para frente. Já as crianças de quatro a sete anos e meio devem usar o assento de elevação e o cinto de segurança de três pontos do carro, passando pelo peito e coxa. A partir de 7 anos e meio de idade, a criança não precisa mais do assento de elevação. Deve usar apenas o cinto de segurança de três pontos do veículo, mas sempre no banco de trás. Somente crianças maiores de 10 anos de idade podem ser transportadas no banco da frente, com o cinto de segurança.

Risco menor
Estudos constataram que o risco de uma criança morrer em acidente quando sentada no banco de trás do veículo é 37% menor do que no banco da frente. A médica Marislaine Mendonça lembra que ?o cinto de segurança é projetado para adulto com no mínimo 1,45 metro de altura e, por isso, não protege as crianças dos traumas de um acidente?.
Mais de 5 mil crianças morrem e cerca de 137 mil são hospitalizadas anualmente, devido a acidentes de trânsito, segundo dados do Ministério da Saúde. Levantamentos mostram que, a cada morte, outras quatro crianças ficam com sequelas permanentes. ?Essas sequelas tendem a acarretar, ainda, consequências emocionais, sociais e financeiras às famílias?, conclui a médica.