No mundo, há cerca de dois bilhões de pessoas calvas, sendo que apenas 5% são mulheres. Só no Brasil, estima-se que existam cerca de 40 milhões de homens calvos. Quem sofre mais com a calvície são os homens jovens. Entre os que possuem tendência genética, 80% desenvolvem a calvície entre 24 e 26 anos de idade, 15% apresentam os sintomas aos 17 anos, e só 5% precisam lidar com o problema após os 30 anos.
A calvície, tecnicamente chamada de alopecia androgenética (ou androgênica), é caracterizada pela queda constante do cabelo, deixando a pessoa careca. Pode ser de causa genética (95% dos casos) ou hormonal e é progressiva. Já a queda temporária, diferente da calvície, pode ser causada por vários fatores, um deles é o estresse.
A calvície masculina não é uma doença. É o resultado da estimulação dos folículos pilosos por hormônios masculinos que começam a ser produzidos na adolescência. Sob a ação da enzima 5-alfa-redutase, a testosterona transforma-se em diidrotestosterona (DHT), hormônio responsável pelo afinamento dos cabelos e diminuição progressiva dos folículos, provocando o problema.
Muitas fórmulas milagrosas são testadas pelos carecas na tentativa de ficar livre do problema, mas esmagar comprimidos de anticoncepcionais e acrescentá-los ao xampu, não costuma fazer efeito. Para isso, já estão disponíveis no mercado medicamentos que fazem efeito a partir do terceiro mês de uso. O tratamento de comprimidos combinado com aplicações no couro cabeludo pode trazer bons resultados. Há ainda a opção do implante, que é feito com anestesia local e, após dois meses, os cabelos começam a crescer.








