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Da redação
A foto acima mostra a precária situação de armazenamento de água na captação do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae), no dia 12 de agosto, quando a Prefeitura de Formiga comunicou à população sobre a implantação do racionamento e da condição existente.
Já na segunda-feira (21), a diferença facilmente notada (foto abaixo), resulta dos trabalhos de desassoreamento do rio.
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(Foto: Paulo Coelho)
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A medida simples e de baixo custo, como se vê, aumentou dezenas de vezes o volume do reservatório. Com isso, melhorou a pressão necessária para que a água seja transportada via adutora, que, por gravidade, chega até a base próxima ao Saae, de onde é bombeada para a Estação de Tratamento.
Porém, por mais que a foto atualizada nos entusiasme, é bom sabermos que enquanto o município não dispuser de um represamento a montante da captação e capaz de armazenar alguns milhões de litros d’água em cada período de estiagem, a população estará submetida a um novo racionamento, pois, captação a fio d’água, como é a nossa, depende diretamente da vazão do rio que, por aqui, ano a ano se mostra cada vez mais reduzida.
Evitar desperdícios é de suma importância assim como investir na preservação das nascentes e matas ciliares da bacia do rio Formiga, além de, é claro, viabilizarmos a construção de uma barragem capaz de armazenar um razoável volume d’água que permita o atendimento da cidade, por um maior tempo. Se o período de seca se prolongar, não há dúvidas de que estaremos todos em maus lençóis.
Na tarde dessa quinta-feira (24), o portal foi informado de que na Estação de Tratamento chegavam cerca de 145 litros por segundo. Para um tratamento normal, são necessários 200 litros. Em 2014, quando o município enfrentou a pior crise hídrica da história, o Saae chegou a capitar 70 litros/s.
Economizar é preciso, rezar para São Pedro também, mas, se não investirmos com urgência na construção de uma nova barragem…
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